Plus500

10.12.07

Cozinhando o Galo!!!

Devemos ter pregões mornos até o veredito do Fomc amanhã!

O mercado lá fora continua pressionando por cortes mais profundos na taxa básica do Fed. Eu estou meio que na mesma toada do Bancoesperto! :-) Os números divulgados no payroll foram acima das expectativas. Muito além delas, está a vontade dos investidores em querer 0,75% a menos no Fed Funds Rate. Eu ainda acredito que meio porcento, com uma queda para fechar o ano em 4%, já seria de bom tamanho e um ótimo presente de Natal. Se vier 0,25% de corte, também não é para reclamar. Ao menos o processo de redução estaria sendo retomado.

Mas quando as expectativas são altas, o resultado pode decepcionar. As bolsas americanas operam em uma alta moderada, entre 0,50 e 0,65%. A Bovespa continua patinando no alto, talvez ainda na dúvida se a chantagem do governo para aprovar a CPMF pode mesmo seduzir a oposição, que prefere reduzir os gastos públicos para equacionar o orçamento, mas se o aumento na verba for em benefício próprio eles devem aceitar negociar! :-(

Vale o alerta de que os investidores estrangeiros diminuiram suas posições vendidas no índice futuro da BM&F em pouco mais de 1000 contratos, o que, junto com a redução na quantidade de títulos alugados (empréstimo de ações) demonstra uma certa cautela por parte dos vendedores.

Com este calor que faz aqui no Rio, eu vou dar um mergulho na praia... enquanto a bolsa continua em "banho-maria"! ^v^


9.12.07

Por pouco, muito pouco, o Cassinão111% não caiu na ilegalidade.

Gentem, quase ninguém percebeu que estivemos prestes a perder o cassino preferido por 11 entre cada 10 investidores da Bolsa.

O risco extra-bursátil rondou sorrateiro e por inteiro o soberano em janeiro de 2002, época da promulgação do atual Código Civil.

Onde já se viu, o Código Civil iria enquandrando os contratos de derivativos, verdadeiros sustentáculos dos cassinos e roletas das Bolsas paulistas, como contratos de jogo, instrumentos de apostas vís e mal postas.

Notem o que estava posto no artigo 814 do CC:

CAPÍTULO XVII - Do Jogo e da Aposta

Art. 814. As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam a pagamento; mas não se pode recobrar a quantia, que voluntariamente se pagou, salvo se foi ganha por dolo, ou se o perdente é menor ou interdito.
.......
Art. 815. Não se pode exigir reembolso do que se emprestou para jogo ou aposta, no ato de apostar ou jogar.

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Perceberam como o Cassinão estava perfeitamente enquadrado e ferrado!

Pois bem, até aí tava tudo bem, o cassinão tava enquadrado como jogo e como tal iria permitir ao mico vender um monte de pó pra micaiada louca, opções descobertas a dar-com-pau e quando a Petro anunciasse uma porrada de poços Tupi e Nambá e a micaiada viesse cobrar a liquidação financeira, o mico viraria um gorila e urruraria:

- DÍVIDA DE JOGO NÃO SE PAGA!!!

Mas, e sempre tem um mas a mais, desconfio que entre os jurisconsultos havia algum frequentador das hostes bursáteis posicionado na compra de opções que ao ler com atençao os tais artigos exclamou baixinho e letras minúsculas "porra, esses artigos estão ferrando os comprados, preciso dar um jeitão nisso e sugeriu propositalmente, em casa e causa próprias, a exceção do 816.

Porque só pode ter partido de um titular de opção a idéia de propor a opção legal de incluir a ressalva que tirou o cassinão da ilegalidade, o famigerado artigo 816, literis:

"Art. 816. As disposições dos arts. 814 e 815 não se aplicam aos contratos sobre títulos de bolsa, mercadorias ou valores, em que se estipulem a liquidação exclusivamente pela diferença entre o preço ajustado e a cotação que eles tiverem no vencimento do ajuste."

E assim, num passe-de-mágica besta o ilegal passou a legal. Agora só resta procurar enquadramento no CP - Código Penal... que pena.

até de repente

8.12.07

A Eterna Briga entre Comprados e Vendidos!!!

Como hj é sábado, dá tempo para desenvolver um pouco este tema sem penalizar as operações diárias. Enquanto a família está ocupada (crianças na piscina, mulher jogando tênis, cachorro passeando, rs) eu posso compartilhar alguns pontos

É claro que existe sim, e sempre haverá, esta briga entre comprados e vendidos. Faz parte do jogo que não acaba, exceto na opção que vence - essa tem que ser exercida ou vira pó.

Mas eu percebo que muitos costumam dar um tratamento quase personificado aos "vendidos". Na verdade, no mercado, os "caras que não prestam", como diz um amigo, podem estar atuando de qq lado. Concorre a favor deles o alto cacife e, eventualmente, entrarem em uma mesma ponta alinhados. Mas isto não é regra comum!

E a disputa não é entre "tubas" e "sardinhas". Eu chego a achar isto até meio ridículo. São as sardinhas que se lançam à rede. A briga é de cachorro grande... antes, quando as opções do jogo eram da Telemar, havia uma "banca" que dominava as posições. O mercado cresceu e com a Petro, além da dependência da commodity, não podemos desprezar a entrada de novos players fortes na especulação dos derivativos. Ainda tem os índices na BM&F. Muitas vezes - tenha certeza disto - eles não operam por uma só corretora. Na época que eu executava ordens para os caras que dominavam as opções (eles não eram muitos: Nagi, Leo Kris, Alfredo, Pedro Conde, Matias...) nós sabíamos disso, que eles mandavam suas ordens por vários operadores ao mesmo tempo, até para darem vazão aos seus lotes.

O que eu quero dizer é que na maioria das vezes, as (novas) bancas quebram o pau entre si. Eles estão pouco preocupados com quem comprou 10, 20, 50 k de opção OTM. De fato, se considerarmos as estratégias que supomos, estes strikes mais fora do dinheiro servem apenas como proteção (defesa) dos verdadeiros lançamentos nas séries com possibilidades de serem exercidas. Eles não ficam lançando "centavos". Mais provável que estejam comprados no pó como forma de limitar o risco e diminuírem a chamada de margem.

Como alguém falou antes, o risco na venda de opções só é ilimitado se não ficar travado mais embaixo. O custo para este seguro é mínimo, perto do montante que eles giram.

Olha, eu não sou defensor de touros ou ursos, nem me incluo em nenhum time. Acho que como "beiradistas" que somos, temos que pegar carona no movimento. Seja para o lado que for, o melhor é seguir atrás.

Mas uma coisa é certa: nesta nossa posição, tirando um dia como aqueles que o pó valoriza 9000%, na maioria das vezes, quando se entra na compra a seco de uma opção fora do dinheiro, ela fica patinando com o mercado... enrola o pregão inteiro, e abre em GAP no dia seguinte. Quem entra para daytrade ainda vê a opção caindo pela realização de quem já estava posicionado. Quando não leva stop, fica amargando na torcida. Como pode o papel (ativo-objeto) subir 2% e a opção ficar parada? Vc já viu isso? Acontece muito, estão queimando gordura. Aí no final da sessão, já cansado de esperar, o trader fecha a posição perto do 0x0. Ou vai dormir torcendo para subir no dia seguinte!

Agora se, esporadicamente (não nos ultimos dias de 8 altas consecutivas), consegue-se ganhar 200% no intradia em opção de centavos, qual seria a rentabilidade de um lançamento descoberto - apenas para efeito de daytrade, pois ficar dormindo vendido em opção só mesmo travado - em que vc não paga nada, além da corretagem, recebe o dinheiro para operar e quando vai fechar a operação desembolsa menos do que recebeu???

E olha que quando cai 50% em um dia, tem que recuperar 100% depois para compensar a perda. Para quem colocou ZERO, e sai com R$10 mil, qual foi a rentabilidade disso? Fora a velocidade com que as opções caem... é a expectativa futura. Se um papel cotado a 80 reais tem uma opção com preço de exercício R$88 a um prêmio de 1 real, o mercado está precificando alta de 9 reais (8+1) de pura gordura, valor de tempo, extrínseco, meramente especulativo!

Se há oportunistas que alardeiam quedas, arautos do apocalipse que querem colocar medo nas pessoas para venderem seus cursos e produtos às custas disso, o discernimento dos investidores deveria ignorar estas práticas. Os participantes do mercado são inteligentes, não deveriam cair nesta cantilena.

Assim como os que entram nos fóruns com aquele mantra "vai bombar", qual a diferença entre eles? Talvez estejam comprados e queiram pressionar o mercado instigando os "pequenos" a entrar. E isto dá certo?

E ainda tem gente que malha um analista que defende a supremacia da lei de procura e oferta, e faz as pessoas pensarem. Ninguém parece querer pensar, preferem dicas, a coisa pronta. Toda informação esta disponível hj na internet. Querendo aprender é só buscar. Mas entendo que existam pessoas que gostam de uma orientação, um encaminhamento que diga o caminho das pedras. Ninguém te ensina, somos nós que aprendemos! Existem charlatões? Muitos! Os mais "honestos" são aqueles que se propõem a compartilhar o que sabem, cientes de que tb aprenderão com seus alunos. Ninguém é dono da verdade. Mas o fato é que os verdadeiros Mestres são apenas facilitadores neste processo de aprendizado.

... entre os bons e os maus, os honestos e inescrupulosos, os humildes e aquele que se deixam dominar pela soberba, a conclusão que eu cheguei é que somos "animais" fadados a viver em grupos. E cada um tende a buscar a companhia dos seus iguais.

Quem quiser pensar, não vai sair caro. E tentem agir com sabedoria!

"No mercado, o importante é estar sempre bem preparado para o que der e vier!!!" Isto que deveria ser um bom mantra para os investidores!

Abs ^v^

7.12.07

IBOV- A Pintura em Zoom!

Meus amigos... mais um recorde batido. Em pontos o Ibovespa registrou sua máxima de 66.580! O fechamento não ficou acima de ontem, com o pregão de hoje terminando em baixa de -0,23%. Tudo poderia ser mais alegria, não fosse o bulltrap que a Petro armou na abertura - quem acompanhou em tempo real os comentários aqui no Seagull Trading, não foi pego de surpresa. O Mineiro até brincou que parecia uma transmissão ao vivo!!! :-)

O fato é que aquele GAP, de quase 4%, chamou os vendedores para brincar. O preço do óleo em queda foi mais um combustível para realizações. E quando uma opção muito fora do dinheiro, caso da L90, abre sendo puxada até R$1,60 isto é a senha para vender! Mesmo com o ativo registrando seu pico acima de R$ 84,50 (oh!) bastava fazer as contas para ver que, faltando 6 pregões para o vencimento da série L, a opção estava 7 reais OTM!!!

O dia não poderia ter sido melhor para os daytraders que podem (e sabem) operar nas duas pontas. Eu mesmo troquei umas quatro vezes. De cabo a rabo, quem lançou e ficou quieto arrebentou a "conta" do balão (?). Porque a boca deve estar cheia de dentes, sorrindo de orelha a orelha. Como sou mais humilde, deu para ganhar uns trocados. O que me faz feliz é acertar a tendência - e se ainda der para pegar uns repiques, melhor ainda. Nem que corra o risco de pagar stop. Faz parte do jogo. E o saldo, no final do dia, agradece!


Ibovespa (uma pintura!!!) em zoom nos 60 minutos. Funil para cá, e um outro (para cima) estreitando o gargalo para lá. A briga no topo nunca é fácil, ainda mais se tratando de um TH. Que pode virar um baita TD! Até o dia 11 a volatilidade (e o pau!) vai comer! Depois, o Tio "Bush" New Hope e o Papai "Bernanke" Noel vão ditar o rumo dos mercados para você!!!

Bom final de semana!!! ^v^

Será que vamos para o 9º dia de alta?

Como a Bovespa abre antes, e o INDFUT já opera com 0,50% de alta, o início dos negócios pode ser promissor. Mas a senha do dia deve vir após a primeira meia-hora: às 11:30 vai ser divulgado o payroll americano. Em outubro foram criadas 166 mil novos postos de trabalho nos EUA. Dificilmente este número deve ser superado, e a expectativa para o resultado de novembro (segundo a coluna da Rosa Riscala) gira em torno da criação de 85 mil vagas, com a taxa de desemprego se mantendo estável em 4,8% (ante 4,7% no mês anterior).

Vamos ficar antenados nestes anúncios...

Dolar e DI futuros em baixa na BM&F e, pelo mundo afora, as bolsas asiáticas tiveram um comportamento atípico com o Nikkei subindo 0,52% e o Hang Seng em forte queda de -2,42%. Na Europa os principais índices operam em alta moderada, enquanto os futuros americanos continuam no 0x0, aguardando o "employement report" com as dimensões de como anda o mercado de trabalho nos Estados Unidos!

Foi dada a partida para os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo... ontem ela bateu mais um recorde de fechamento, encerrando o pregão aos 65.790 pontos. Faltou pouco para superar também a máxima histórica em 65.937, registrada no candle das 16h do dia 31/10!!! Fortes emoções!!!

Olho no monitor!!!

Abs ^v^

6.12.07

Ibovespa - Uma pintura!



É a Lei da Oferta e Procura!!!

Quem assinaria esse quadro?

Fazer uma leitura do cenário é tarefa fácil... falar do passado, já passou! O futuro, todos sabemos, a Deus pertence... ou a quem vencer a disputa: comprados ou vendidos? Vale o presente, e tudo que fizermos agora será refletido no resultado de logo mais!

Os canais e seus "funis", que fecham na subida e aumentam o tamanho do gargalo nas quedas. O fato é que não há como fazer uma análise fundamentalista do índice, senão através de cada um dos papéis - e seus pesos - na composição do Ibovespa. Parada dura?

Quem disse que seria simples... olhando a foto do gráfico, a LTB foi rompida. Isto é fato. Se haverá pullback, volta para dentro do canal, ou parte para cima do TH, não há quem possa afirmar. O que podemos fazer é assumir posicionamentos estratégicos que não nos ofereçam a chance de devolver o lucro. Como?

Há quem chame isto de arapuca, zona do perigo ou agrião. O fato é que estamos cada vez mais perto do topo histórico. Nesta briga de cachorro grande, na dúvida, e com todas essas incertezas, temos muitas opções: comprar mais, realizar ganhos, ou vender contratos!

A outra seria ficar apenas olhando!!! Mesmo sabendo que existem horas onde o ideal é não fazer nada, quem é que vem ao mercado para ficar de espectador? Na antiga corbele da BVRJ, onde rolava o pregão viva-voz, havia um ambiente onde o público podia ficar apreciando o desenrolar das transações no recinto. Chamava-se "aquário"! Talvez por isso atraísse tantas sardinhas.. rs

Hoje, sabemos que resultado de amanhã vai mesmo depender da disputa entre a oferta e procura. O vencedor... quem procura acha! A decisão é de cada um!

O importante é estar sempre preparado para o que der e vier!

^v^


Do New Deal de Roosevelt ao New Hope de Bush

Época de Natal e Ano Novo as esperanças sempre se renovam.

Isto é o que deve propor o presidente Bush hoje ao anunciar um congelamento por 5 anos na taxa que rege os contratos hipotecários. Não deixa de ser um presente aos endividados. E ainda aumenta a expectativa pela decisão do Fomc no dia 11. Corte de meio ponto cada vez mais possível na Fed Funds Rate. As bolsas já estão antecipando isto e precificam nas cotações a iminência do ajuste.

Aqui o Copom seguiu a cartilha da prudência: manteve, por unanimidade de seus membros, a Selic em 11,25% , sem viés, e com indícios de que a pausa deve se prolongar até o segundo trimestre de 2008, onde maiores avaliações poderão ser feitas sobre o controle inflacionário. Não adianta estimular o consumo se a produção industrial já começa a mostrar sinais de chegar ao limite. Agora resta esperar pela ATA da reunião a ser divulgada no dia 13.

Mesmo assim a Bovespa proporcionou mais um dia de expressiva alta, a sétima consecutiva, que elevam seus ganhos para quase 10% desde os últimos pregões de novembro. Apesar do saldo estrangeiro na Bolsa ter sido negativo no mês passado, no acumulado do ano ele mantém-se firme na casa dos R$ 36 bilhões trazidos de fora. As perspectivas para hoje continuam boas, com o INDFUT valorizando 1%, aos 65.650 nesta pré-abertura. O dolar na BM&F cede um pouco, depois do repique causado pela compra de divisas para remessas das empresas em fechamento de balanço anual. E o DI para janeiro de 2010 tem comportamento estável, em torno de 12,40 aa.

Na Ásia, o Nikkei225 (+1,70%) e o Hang Seng (+0,73) tiveram boas altas, assim como todas as bolsas da Europa operam no azul. Os mini contratos americanos também apresentam ganhos, o que reforça a tese da "Nova Esperança" do Tio Bush!!!

Para não dizer que tudo são flores, a lamentável constatação divulgada pelo Teste de Pisa. Não, não é aquela torre inclinada da Itália, e sim o rumo "torto" que ficou evidenciado nos exames de leitura e matemática entre crianças que cursam o ensino fundamental nos países emergentes. O Brasil ficou pelas lanternas... para uma economia que pretende crescer é de vital importância acenderem a LUZ para o conhecimento. Mas como o nosso presidente atual se vangloria de não ter curso superior, e às faculdades destina a maior parte das verbas para educação, como esperar que os alunos mais novos possam sair das TREVAS?

E ainda dizem que DEUS é brasileiro...

Paz na Terra aos homens de boa vontade!!!

^v^


5.12.07

O Problema Básico da Alocação Entre RF e Ações

Traduzido por SER-

Muita gente pensa que os fundamentalistas ficam no mercado sem qualquer proteção. Segue abaixo o texto extraído diretamente do livro "O Investidor Inteligente",de Benjamin Graham, o Pai do investimento em valor e mentor de Warren Buffett, (mal) traduzido por mim. Não seria capaz de descrever a sistemática melhor. Para o Brasil, aonde se lê Bônus, leia-se fundos de RF ou tesouro direto. O texto pode parecer grande, mas é uma pérola..

Boa leitura


O Problema Básico da Alocação Entre Bônus e Ações

Já descrevemos de maneira sucinta nossa política de carteira para o investidor defensivo. Ele deve dividir seu fundo entre bônus e ações de alta qualidade.

Para nortear o investidor, sugerimos como regra básica que nunca coloque menos de 25% ou mais de 75% dos seus recursos em ações e, conseqüentemente, da forma inversa, nunca mais do que 75% ou menos de 25% em bônus. Está implícito que a divisão padrão seria um equilibrado 50—50% entre as duas classes básicas de ativos. Tradicionalmente, a razão lógica para aumentarmos nossa proporção em ações ocorreria quando encontrássemos um nível de mercado tal que fosse possível encontrar “preços de barganha” criados por um mercado retraído. Da mesma forma, um bom procedimento seria reduzir o componente de ações abaixo de 50% quando, pelo julgamento do investidor, o nível do mercado tenha se tornado perigosamente alto.

Essas regras sempre foram mais fáceis de falar do que seguir, porquê vão exatamente contra a natureza humana que produzem os excessos dos mercados de alta e de baixa. Seria quase contraditório sugerir como política razoável para o acionista médio que venda suas ações quando o mercado subir acima de um determinado ponto e que aumente suas posições quando o mercado apresentar uma queda correspondente. É exatamente porquê o homem médio opera, e aparentemente deve continuar operando, da maneira inversa que tivemos os grandes avanços e colapsos do passado; e, esse escritor acredita, que vão continuar acontecendo.

Se as diferenças entre investimentos e operações especulativas fossem tão claras hoje como foram no passado, poderíamos, de uma maneira prática, aconselhar que os investidores vendessem sabiamente suas ações aos impetuosos especuladores a um preço alto para depois recompra-las de volta a um preço mais baixo. Essa abordagem pode ter dado algum resultado tempos atrás, mas são muito difíceis de se identificar depois dos acontecimentos financeiros ocorridos a partir de 1949. Não existe nenhum indício que profissionais, como os dos fundos de investimento, tenham trabalhado dessa forma. O percentual mantido de ações em carteira das duas maiores categorias de fundos - “Balanceados” e “Ações” – têm variado muito pouco de ano para ano. Suas vendas tem sido efetuadas basicamente pela substituição de ações, das menos pelas mais promissoras.

Se, como acreditamos há muito tempo, o mercado acionário tiver perdido a correlação com suas antigas crenças e se novas não foram criadas ainda, não poderemos fornecer aos leitores regras confiáveis para reduzir sua parcela de ações a um mínimo de 25%, para mais tarde retornar a um máximo de 75%. De uma forma geral, acreditamos que o investidor não deva ter mais da metade dos seus recursos em ações a não ser que possua extrema confiança nas suas posições acionárias e esteja certo de que não irá ocorrer uma queda como a que aconteceu em 69-70. Para nós, é muito difícil justificar uma confiança tão grande no atual nível de mercado, presente no início de 72. Por isso agora nos posicionamos contra uma concentração superior a 50% em ações. Por razões correlatas é quase tão difícil aconselhar uma redução a proporções muito inferiores a 50%, a não ser que o investidor fique por si próprio muito ansioso com o nível do mercado e esteja conformado em limitar seus ganhos numa possível subida a apenas 25% dos seus recursos.

Logo, para a grande maioria dos nossos leitores, aconselhamos aquilo que a primeira vista pode parecer uma fórmula excessivamente simplificada de 50-50. Nesse plano a regra básica é manter, ao máximo possível, uma divisão idêntica entre bônus e ações. Quando as variações de mercado produzirem uma elevação no componente de ações, vamos dizer, a 55% o equilíbrio deverá ser restabelecido pela venda de um-onze avos da carteira de ações transferindo essa parte dos recursos para os bônus. Da mesma forma, uma queda para 45% na proporção de ações obrigará a venda de um-onze avos dos fundos em bônus para a compra de mais ações.

A universidade de Yale seguiu um plano parecido com esse por alguns anos depois de 1937, o que potencializou um ganho de 35% na sua parcela de ações. Porém, no início de 1950 a Yale parece ter abandonado sua famosa fórmula, e em 69 possuía 61% da sua carteira em ações (incluindo algumas conversíveis). (Naquela época, os fundos de 71 instituições como essa totalizavam $7,6 bilhões e estavam 60,3% em ações) O exemplo da Yale ilustra o efeito quase letal que pode existir num grande avanço de mercado e seus efeitos sobre aquilo que já foi uma vez uma abordagem de investimento por fórmulas popular. Apesar disso, estamos convencidos que a nossa versão 50-50 dessa abordagem faz muito sentido para o investidor defensivo. Ela é extremamente simples; mantém-se inquestionavelmente na direção certa; e ainda fornece aos seus adeptos a sensação de estarem fazendo alguma coisa em resposta aos acontecimentos do mercado; e o mais importante de tudo, evitará que o investidor compre mais ações quando o mercado avançar a níveis cada vez mais perigosos.

Além do que, o verdadeiro investidor conservador ficará satisfeito com os ganhos obtidos sobre a metade da carteira em um mercado de alta, enquanto que num grande mercado de baixa estará muito mais consolado ao refletir como se saiu melhor que vários colegas com temperamento mais arriscado.

Embora nossa proposta de divisão de 50-50 seja indubitavelmente a mais simples das estratégias para “todos os casos”, pode ser que não seja a que forneça os melhores resultados. (É claro que nenhuma estratégia, mecânica ou de qualquer outro tipo, é garantida de funcionar melhor que as outras). Os maiores rendimentos oferecidos agora pelos bônus de qualidade quando comparados com as ações são um forte argumento a favor da parcela de bônus. A opção do investidor de estabelecer um percentual de 50% ou menor recai principalmente sobre seu temperamento e estilo. Se ele conseguir ter sangue frio para avaliar suas possibilidades em relação aos acontecimentos do mercado poderá preferir manter 25% dos seus recursos em ações e esperar até que os dividendos do Dow Jones cheguem a, por exemplo, dois terços da taxa de juros auferidas pelos bônus. Isso fará com que ele equilibre as parcelas para que fiquem novamente 50—50 entre ações e bônus. Com o DJ a 900 e pagando dividendos de $36 ele requererá uma queda da taxa de juros de 7,5% para 5,5% sem que haja qualquer alteração no retorno em ações, ou uma queda do Dow Jones a menos de 660 caso não haja nenhuma redução na taxa de juros, ou nenhum aumento nos dividendos. Uma combinação intermediária dos casos supracitados poderá produzir um outro “ponto de compra”. Um programa desse tipo não é muito complicado; a parte mais difícil é adotá-lo e manter-se fiel a ele, sem mencionar a possibilidade dele se tornar conservador demais.


Update: Junior Traders

Atualizo as informações sobre a seleção para Junior Traders, com os emails que recebi das partes envolvidas no processo:

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De Pedro, o Gangsta - responsável pela seleção

Viva Marcio,

Os últimos dias têm sido de loucos a preparar a formação dos juniores. Selecionámos 6 traders, 2 são brasileiros.

As espectativas são muito altas para os juniores e para nós. O grupo é academicamente muito forte e pessoalmente parecem ser indivíduos muito bacanas. Veremos se têm estofo de daytraders.

Os bosses em NY estão muito curiosos para ver a capacidade dos latinos. Vamos aguardar os resultados.

Mais uma vez agradeço a ajuda e interesse que mostraste nesta experiência.

Grande Abraco
Pedro

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De Gabriel, um dos candidatos selecionados:

Olá,

Fui selecionado para o Junior Trade, porém como a ligação estava muito ruim ainda não consegui falar direito com o cara que me ligou...

Mas gostaria de saber de você, o que acha a respeito idoneidade da empresa? Da veracidade das informações? Se você conhece de fato o cara com quem eu fiz a entrevista???

Enfim digo isso, uma vez que tudo foi muito rápido rsrs.... fiz um curriculum às pressas, te enviei, e deu certo, sem nem ao menos fazer essas pesquisas. De qualquer forma, pelo site parece ser coisa séria, porém gostaria de saber sua opinião.

Obrigado.
Gabriel.

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O que EU posso dizer:

Que boa notícia, Gabriel!!! Fico muito feliz por você! :-)

Da empresa, também não conheço muito. Talvez o mesmo que vc através de visita ao website voltado para os treinamentos. Em um dos emails que trocamos, o Pedro escreveu:

"Marcio,
O site correcto é: www.tradingservicesinc.com

Equicapital é a filial para o treinamento e selecção de novos traders."


Do meu amigo, vc pode esperar tudo de bom. Talvez em função da ligação internacional, aliada ao fato dele ser português, a comunicação não tenha mesmo sido a melhor.

Mas sobre o Pedro (nick Gangsta) posso dizer que é um sujeito da mais alta qualidade e com as melhores intenções. Somente por isso, me propus a ajudar na seleção, mesmo sabendo que estaria avalizando um estágio do qual não tinha todas as informações - também pelo fato de eu não poder me aplicar às vagas. Estou sem tempo para o que exigem de dedicação e, acho, minha experiência é um pouco maior do que eles procuram para a função.

Pelo que eu soube, apenas 2 brasileiros foram selecionados!!!

Mantenha-me informado das novidades e faremos disso uma via de mão dupla!

Muito sucesso e um forte abraço

^v^

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Aos que não puderam ser aproveitados desta vez, saibam que isto faz parte do negócio. Novas oportunidades, com certeza, virão. É sempre bom estar preparado!


Valuation!!!

Às vezes quando menos se espera, e os nervos dos participantes nos fóruns começam a aflorar, algum iluminado (hj foi o DrFox) levanta um tema que merece todo espaço e bastante reflexão: VALUATION!!!

Este assunto é muito interessante. Aqui ainda é pouco aplicado exatamente pelos fatores que ele citou em sua postagem: falta de credibilidade nos gestores, controladores e responsáveis pela confecção dos balanços nas empresas.

Eu aprecio demais os ensinamentos de Aswath Damodaran!!! Gostaria até de dedicar mais tempo a estes estudos.

Neste mundo corporativo a gente ouve cada coisa de deixar o queixo caído.

Mas com o aumento da fiscalização e com as empresas buscando um maior nível de governança corporativa, oferecendo mais transparência aos acionistas minoritários (tão donos quanto os controladores, apenas em menor proporção e poder de voto) isto tende a melhorar - um pouco.

Vai demorar, mas este ponto, a meu ver é o único futuro plausível para o crescimento do mercado de capitais no Brasil! Depois da euforia onde todos ganham, vamos voltar a um processo mais seletivo, onde (novamente) os mais bem preparados vão se beneficiar disto.

Minha carteira (pequena) é toda com base fundamentalista. Eu não cito os ativos pq não sou a favor de dicas. Mas respeito quem gosta de compartilhar seus setups, e acho bastante temerário para aqueles que se "viciam" em operar seguindo dicas.

Mas os números estão ao alcance de todos, basta pesquisar.

Valor justo e cotação de mercado. Quando o primeiro for menor, sempre vale um aprofundamento na avaliação da empresa.

Abs ^v^

Algumas obras de Damodaran estão disponíveis em português: clique no banner do site, Submarino LIVROS, e faça sua seleção!

Procure pelos títulos:
Avaliação de Empresas e/ou Finanças Corporativas: Teoria e Prática, e tenha uma boa leitura!

The Name of the Game

Na Bovespa o "jogo" chama-se opções OTM.




Incrível as suas volatilidades e a capacidade explosiva de seduzir os jogadores que ainda não encontraram o caminho para Las Vegas - ou pelo menos Punta del Leste, que fica mais pertinho!

A possibilidade de que elas venham a ser exercidas é quase nula! Mas quem disse que os interessados entram nela pensando no ativo-objeto, ou mesmo no vencimento da série. Este da LIMA (L, em fraseologia aeronáutica) já está batendo na porta. Mas o que importa se o negócio é brincar com as fichas - aqui o dinheiro é de verdade, não tem money game para conseguirem um pouco de emoção nesta vida monótona (?).

Bem falou meu amigo Gangsta: a coisa é séria, não tem ninguém bonzinho no mercado. O Dominium sempre diz que os "caras" não prestam! E ele está certo. Quem quer amor que compre um cão! Aqui a disputa é para valer, ganham os mais preparados, e os incautos pagam a conta! As vezes sobra um bilhete premiado... e foi isso que acostumou mal os opçólatras de primeira viagem. Aproveitem antes do final de ano que a passagem está barato e comprem um ticket para o Conrad ou Atlantic City!

Bom, querendo usar um pouco de técnica na jogatina até é possível! Mas será sempre um jogo (de azar?). O mico sempre referiu-se a ele como o cassinão da opções. Há pior opção? Eu acho que dá para ganhar muito dinheiro sim, mas alguém vai ter que pagar a conta. Assim reza o princípio da partida dobrada: crédito de um lado, débito do outro. No final 0x0. Menos para quem ficou com o mico na mão. Este vai arcar com a fatura até o seu cacife acabar.

Já dizia Warren Buffet: se em uma mesa de poker o jogador não descobrir nos primeiros minutos quem vai bancar as apostas, este deve ser o próprio! Take care! ;-)

Hoje tem tudo para romper

Depois de um ensaio ontem, com várias tentativas de rompimento da recente LTB, o mercado amanheceu com o humor renovado e TODAS as bolsas da Ásia e Europa estão registrando altas significativas. Os futuros americanos também indicam a retomada do otimismo.

Se ontem a Bovespa só não subiu mais devido à falta de apetite dos investidores em Wall Street, na sessão de hoje tudo pode ser potencializado. A esperança em um corte de meio ponto percentual, na reunião do dia 11, se renova e intensifica. É grande a chance do FED fechar o ano com a sua taxa básica em 4%.

E a Petrobras (que junto à Vale) é a grande propulsora dos negócios, pelo peso que representa na composição do índice, deve ganhar um lift com a decisão da OPEP de manter a escala de produção do petróleo inalterada. O preço do barril já reflete o repique e os contratos futuros para fevereiro (CL F8) têm alta de 2%, beirando novamente os U$90.

Na BM&F, os estrangeiros aumentaram ligeiramente sua posição comprada nos contratos de índice, e o INZ7 - que vence na próxima quarta-feira - já opera com 1,40% de valorização nesta pré-abertura. Dolar em queda de volta para R$ 1,80, e o DI, ainda pressionado, projeta a taxa de jan/2010 para 12,30 com 1% de alta, principalmente devido ao bom resultado da produção industrial anunciado há pouco. Com um crescimento de 2,8% em outubro, este foi o melhor desempenho registrado nos últimos 4 anos. E, com isso, o Copom vai pensar assim: baixar a Selic para que?

Depois é esperar Papai "Bernanke" Noel entregar seu presentinho!

O melhor é garantir a festa, nem precisa de um saco cheio!!! ;-)

Muito boas novas, para quem teve juízo durante o ano!!! ^v^

4.12.07

PETR e VALE

PETR4


VALE5

Zé,

Para ilustrar as leituras dos comentários na postagem abaixo:

"Comparando os gráficos das duas "big blues", o da VALE me parece melhor. Já rompeu a LTB e passando dos 56 vai embora de novo. A PETRO ainda tem que superar a linha de tendência de CP, e passando de 75,50 tem chance de embalar também. É uma escolha pessoal. Tem que acreditar nela!

E ainda tem esse lance das commodities influenciarem muito. O óleo está em franca queda (já perdeu 12 dolares desde o seu pico) e os metais tambem perderam um pouco mas continuam valorizados.

Agora, se o mercado todo andar, as duas devem ir juntas."

PS: Na verdade, a VALE botou a cabecinha para fora e voltou para o canal de baixa, mas está ameaçando quebrar a tendência. E ficou com um jeito de mastro e bandeira. Olha o tamanho da "vara" ;-)

A PETR , desconsiderando aquele candle do dia do anúncio do poço, está em um triângulo simétrico, e respeitou bem o suporte da LTA. Ficou congestionada, e a chance de espirrar para qualquer um dos lados me parece igual.

Como sempre falo, eu uso os gráficos apenas como apoio às tomadas de decisão e, não sendo nenhum fanático xiita, isto fica sendo mais um parâmetro na montagem das estratégias. É muito bom para balizar as entradas e saídas dos trades. Mas como vcs sabem, a análise técnica tem dessas coisas. Cada um enxerga o que quer. A coisa certa a fazer é aquela que, na apuração dos resultados, oferece o maior lucro para o investimento! :-)

E dá um desconto para estes gráficos, que não são os meus oficiais. Peguei no site do Grafbolsa, porque a minha plataforma da CMA já estava fechada e fiquei com dificuldade para abrí-la neste momento. Não tendo uma disponível, vai com esse mesmo!

Abs ^v^

E a LTB... vai ou racha???


O que você acha??? ^v^

Como vai ser o Natal do Mercado?


BERNANKE "SANTA CLAUS"... HO HO HO!!!

Para a reunião do FOMC, no dia 11 de dezembro, o que vai acontecer com a taxa básica de juros está sendo a maior expectativa dos investidores, devedores, além dos bancos e fundos que ficaram montados nas subprimes:

-0,50%, festa garantida até 2008!!!
-0,25% é o que parece precificado...
-NO CUT: Tears & Disapointment.

A esperança (HOPE) é a última que morre! MERRY CHRISTMAS!