Plus500

30.9.08

Sistema Bancário e o FGC no Brasil




O amigo MACMAX fez um oportuno alerta no Monitor Investimentos sobre como pode ficar a situação para alguns bancos pequenos e médios:


Todo cuidado é pouco em momentos de "empoçamento" de liquidez, isso é que nem ar, quando falta, mata de asfixia!

Por isso estive pensando em fazer como o meu querido Zarautz... abrir contas em diversos bancos e deixar em cada um no máximo R$60.000, aplicados em CDBs para ficar dentro das regras do Fundo Garantidor de Créditos. Pior é que lá fora este limite é de US100 mil, e aqui permanece congelado no mesmo valor faz muito tempo.

Agora imagina cada um dos bancos oferecendo cartões de crédito, cheque especial, e ainda tentando convencer o cliente a investir nos seus fundos "maravilhosos"... vou acabar brigando com todos os gerentes.

Sobre o FGC - Fundo Garantidor de Créditos.

Eu já sabia que os fundos não estão cobertos... a garantia são os próprios ativos que os compõem. Por isso falei em CDBs no valor máximo até 60 mil. 

A pessoa jurídica de um Banco não se confunde com a dos Fundos de Investimentos. Quando um banco sofre intervenção ou liquidação extrajudicial, a garantia para os cotistas desses Fundos consiste na própria carteira de ativos financeiros, que seguem normas específicas de administração que objetivam garantir segurança e transparência, de forma que o cliente pondere fatores, tais como: rentabilidade e risco quando da sua decisão de aplicar em um fundo de investimento financeiro.

A Resolução 3.400, de 6 de setembro de 2006 determina que são objeto da garantia proporcionada pelo FGC os seguintes créditos:
  • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
  • depósitos em contas-correntes de depósito para investimento;
  • depósitos de poupança;
  • depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
  • depósitos mantidos em contas não movimentaveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes a prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
  • letras de câmbio;
  • letras imobiliárias;
  • letras hipotecárias;
  • letras de crédito imobiliário
Não são cobertos pela garantia:
  • os depósitos, empréstimos ou quaisquer outros recursos captados ou levantados no exterior;
  • as operações relacionadas a programas de interesse governamental instituídos por lei;
  • os depósitos judiciais;
  • os depósitos a prazo autorizados a compor o nível II do Patrimônio de Referência, de que trata a Resloução 2.837, de 30 de maio de 2001.

Em uma conta conjunta (entre cônjuges com 2 ou mais CPFs distintos) CADA UM tem direito a sacar individualmente este valor. Então, no caso de uma conta aberta com a esposa ou marido, o valor garantido é maior.

O valor máximo, por instituição, é de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) por depositante ou aplicador, independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação.

Os cônjuges são considerados pessoas distintas, seja qual for o regime de bens do casamento, ou seja, cada um receberá até o valor máximo de R$ 60.000,00. (sessenta mil reais). O mesmo ocorre com os dependentes.(consultar Limite de Cobertura)

Para maiores quantias em renda fixa, os títulos públicos (LFT, LTN, NTN) oferecem outro tipo de garantia dada pelo Tesouro para o valor integral aplicado. E isto independente de quem seja o agente custodiante, da mesma forma que as ações também ficam "protegidas" na CBLC. O único risco é o país quebrar e/ou não honrar a dívida interna.

Os títulos adquiridos no Tesouro Direto ficam registrados no nome do investidor, sempre sob responsabilidade de um Agente de Custódia. Caso seja decretada a falência, a liquidação extrajudicial ou a concordata da instituição contratada, os títulos registrados no nome do investidor junto ao Agente de Custódia permanecerão na propriedade do investidor, não sendo tais títulos destinados ao pagamento de credores da massa falida. O investidor poderá, ainda, contratar outro Agente de Custódia.

Leia mais sobre o FGC e Tesouro Direto

^v^

Cenário de um Residente nos EUA - Zarautz

Quando percebi que o Zarautz estava online no Fórum Monitor Financeiro, solicitei sua participação, já que, por ser um residente nos EUA, ele poderia nos passar uma leitura bastante fiel dos acontecimentos que envolvem a economia e o povo americano:

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E por aí amigo, as coisas não parecem mesmo fáceis.

Imagino que apesar dos pesares, com a sua gestão conservativa do patrimônio, os problemas do sistema financeiro não tenham lhe atingido diretamente (no sentido de ser precavido em distribuir o capital por diversas contas).

Mas a coisa tem jeito de ser maior. O seu texto que foi encaminhado - A Marcha para a Insensatez - eu publiquei como artigo... muito contundente.

O fato é que estes 700 bi (ainda mais parcelados...), ou alguns TRIs, talvez não resolvam tudo... a população vai pagar o preço da ganância + negligência dos órgãos (ir)responsáveis (Fed, SEC, Treasury - e acima deles a White House)

Enfim, espero que vcs estejam conduzindo bem e lidando de forma racional com todas estas adversidades.

Aqui vai tudo correndo bem, por enquanto...
Abs a todos ^v^

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Márcio,

(Como estrangeiro, sempre tenho de comentar com certo cuidado e reserva, pois esta não é a minha praia e eu estou morando na casa dos outros.)

As coisas aqui estão, a meu ver, em uma condição que não seria fácil imaginar acontecendo num país como este.


Eu me explico. Este é um país fortíssimo, tanto economica quanto politicamente. Politicamente, tem instituições consolidadas, que já se afirmaram ao longo de séculos e sobreviveram a ameaças fortíssimas. O Executivo sobreviveu à existência de presidentes deploráveis, ao assassinato de vários presidentes, às acusações de que tais assassinatos faziam parte do "processo político normal " americano, aos ataques do Legislativo tentando invadir campos da alçada do Executivo. Por seu lado, o Executivo também tentou varias vezes invadir seara do Legislativo. E do seu lado, o Judiciário, sem ser superior ao Legislativo ou Executivo, dá a última palavra em matéria constitucional, interpreta as leis e os precedentes (de certa forma criando assim novas leis ou novos parâmetros de comportamento). Exemplifico com casos nos quais o Judiciário foi o poder principal para acabar com a segregação racial (contra a vontade do Legislativo e, sobretudo, do Executivo), para estender às mulheres tratamento idêntico ao assegurado aos homens, para legalizar certas formas de aborto a título de respeitar o direito "soberano" que a mulher tem sobre o seu próprio corpo, e assim por diante.

Econômica e financeiramente, uma potência. Incrível democratização e dispersão da propriedade acionária pela população (milhões e milhões de americanos possuem ações e títulos da dívida). Tendo sido um país líder na indústria, passou a ser o país lider no setor de serviços, quando as manufaturas preferiram ir se estabelecer em países de mão de obra mais barata ou de condições legais (como câmbio, ou salário, ou encargos sociais, ou isenções fiscais) mais favoráveis do que as de dentro dos EUA.

Pois bem, essa potência veio caminhando faz alguns anos para a beirada do abismo. Abusando do setor imobiliário, permitindo uma falsa valorização das habitações, multiplicando o endividamento em hipotecas, inclusive por parte de prestamistas reconhecidamente incapazes de repagar as hipotecas, as autoridades deixaram que esses títulos podres fossem consolidados dentro de caixas pretas (derivativos e coisas semelhantes) e fossem vendidas nos Estados Unidos e no mundo como títulos de rentabilidade garantida.


Quando essa pirâmide maluca começou a balançar, os mais espertos, os mais medrosos, os mais bem informados começaram a saltar fora. Inúmeros altos executivos coletaram seus bônus e prêmios. Os lentos, os otários, os mal informados, os sem alternativa, quando o bolha estourou, esses ficaram segurando o pires, mas logo descobriram que ele ficaria vazio.

E o governo federal, que tem por obrigação saber de tudo isso e de muito mais, deixou de cumprir o seu dever de casa. Parte por ideologia, pela filosofia de não "intervir" no mercado, pela esperança utópica de que o mercado sempre se corrige, parte por estar com a cuca cheia, tonto pelas burradas mil que fez no Afeganistão, no Iraque e no resto do mundo. De um país entregue pelo Clinton com um Orçamento superavitário e com uma dívida pública "manageable", em oito anos passaram os EUA a ser um país com uma dívida pública insuportável, com Orçamento escandalosamente deficitário, com o dinheiro indo pelo ralo no Iraque e no Afeganistão, bem como na importação de petróleo e na importação de todo o gênero de produtos manufaturados. Um país cuja caminhada vem cada dia sendo mais sustentada pelos dólares que a China, tendo recebido como pagamento de exportações, aceita "investir" de volta em tíitulos da dívida dos EUA.

Loucura pura, por todo o canto, a todo instante. Me impressiona como um país tão rico e tão forte conseguiu cavar para si (e para o resto do mundo, de tabela) buracos tão profundos.

Agora estão nessa corrida patética, tentando inventar um tipo de esparadrapo que possa ser usado para tapar as feridas do doente. Não que isso vá curar a doença. O esparadrapo que estão buscando servirá apenas para estancar a hemorragia enquanto, depois, eles vão estudar quais as verdadeiras razões e dimensões de seus problemas na tentativa de encontrar os verdadeiros remédios.

Quanto de esparadrapo se precisa? Ninguèm sabe. Uma alta funcionária do FED, a quem pediram que explicasse a cifra de 700 bilhões de dólares para o pacote, teria respondido algo como: "não sabemos, sabemos só que a cifra tem de ser alta porque o problema é muito grave. Então chutamos um número grande, 700 bilhões, como poderia ter sido mais ou poderia ter sido menos."

É isso aí, meu caro. O mar não está para peixe. Milhões estão perdendo suas casas, retomadas pelo default no repagamento das hipotecas. Milhões estão tendo suas aposentadorias comidas, pois aqui existem mecanismos pelos quais os empregados depositam parte de sua remuneração em contas (chamadas 401(k) ) - que, junto com a contrapartida depositada pelo patrão, são investidas em ações, bonds, fundos mútuos. Quem está se aposentando por agora e tem de sacar seus fundos está "realizando' prejuízos espantosos e irrecuperáveis. Muitos estão descobrindo que estão se aposentando sem perspectiva de receber a aposentadoria como a haviam calculado. Há milhões de aposentados (especialmente viúvas de aposentados) que agora estão vendo que não conseguirão viver com o que recebem. E certamente essas pessoas não têm a mínima condição de voltar ao mercado de trabalho.

(Se a tudo isso você soma as destruições do Katrina e do Ike, que destruiram o patrimônio de dezenas de milhares de famílias, dá para ver como estão as coisas)

Não é mole, não. Todos somos atingidos, pois ninguém é uma ilha neste mundo de economia globalizada.


Mas pelo menos no que dependia de mim, eu sempre achei que quando a esmola é demais o santo desconfia. Além disso, pela minha faixa de idade, faz vários (muitos) anos que eu achei que não devia estar investido em ações.


Olhando para trás e calculando o valor cumulativo do rendimento de minhas conservadoríssimas aplicações (no Brasil em CDI ou equivalentes) e nos States em Certificados de Depósito Bancário ou equivalentes (cuidando para não exceder os limites de garantia dada pelo Tesouro dos Estados Unidos) fico até bem satisfeito com a taxa acumulada de retorno.


É isso aí. E nem falei das eleições. Mas vou parar por aqui se não...


Um abraço para você e tudo de bom para as meninas.

29.9.08

Sangue nas praças...

Ásia, Europa, futuros americanos em forte queda...

Minifuturos na BMF perdendo 5% na pré-abertura. Commodities também caem e petróleo beira U$100

Disparada pelo dolar deixa BC em alerta... e o cãmbio com o real passa de R$1,90

O pacote está costurado mas não sai, e fica cada vez mais dificil acreditar que seja a solução para crise.

Só notícia ruim... estas horas são sempre propícias para surpreenderem o mercado no contra-pé!

Volatilidade rules!

www.monitorinvestimentos.com.br

26.9.08

Recesso e Recessão

No Congresso e na nação!

Alguém acredita que os congressistas vão abandonar o país e entrar de férias para se dedicar à campanha eleitoral? E o debate de logo mais à noite corre o risco de se transformar em um monólogo, caso o McCain insista em não comparecer.

Os republicanos estão em uma sinuca de bico. Os eleitores são contra qualquer ajuda que seja paga pelo contribuinte, mas os "sequestradores" vão colocar a culpa pelo assassinato do refém naqueles que deixaram de pagar o "resgate".

Triste sina de um ex-país rico!

Eu não duvido que encontrem uma solução emergencial para o impasse antes de entrarem em recesso logo mais.

O fato é que dinheiro parcelado não resolve o problema. WaMu foi mais um... parece até conto da Agatha Christie, ninguém sabe quem será o próximo. E pode ser qualquer um.

E do mesmo jeito que a opções ficaram "amarradas" para subir nos pregões anteriores, hoje, mesmo com quedas acentuadas em VALE e PETRO, as OTMs perdem relativamente pouco valor. Esse anúncio vai acabar saindo no apagar das luzes - ou até depois do expediente - e o mercado vai passar o fim de semana sob suspense!

^v^

Para acompanhar as atualizações em tempo real acesse o

Fórum Monitor Financeiro





25.9.08

Semana Perdida

Mais do que a semana morta, estão matando a esperança...

A qualquer hora o congresso vai se pronunciar. Pelo sim ou não!

Mas depois dos discursos apelativos - do Paulson como quem pede resgate por um sequestro, do Bernanke como do chefe de polícia que se exime de culpa pela falta de segurança do sistema, e o do Bush (coitado...?) como o pai que cuidou mal de seu filho, negligenciou na educação, e agora, aflito, apela a tudo e a todos que ajudem a recuperar sua "amada" cria.

O fato é que a "criança" já está ficando maior de idade e seus problemas de adolescência ficaram marcados, e vão definir o rumo de sua vida daqui por diante. Os U$700 bi virão, não se sabe quando (logo!) e em que condições, mas não há outro jeito.

Ou então vão todos "matar" a criança e a humanidade não será perdoada...

^v^

24.9.08

A Marcha para a Insensatez

Nosso correspondente nos EUA, Zarautz, escreveu um texto no qual relata, com sua experiência, a situação atual da crise no país, suas causas e consequências sobre a população - na qual ele se inclui como residente domiciliado há mais de 15 anos - e demais desdobramentos do problema com o crédito na maior potência do planeta.

Um pequeno trecho ilustrativo da mensagem (pinçado no meio do artigo):

Manifestam-se em muitos americanos, especialmente entre os altos empresários, instintos de cupidez e egoismo que, para eles, são suficientes para legitimar quaisquer meios que conduzam ao atendimento de seus fins e interesses pessoais. Numa economia na qual a regra básica é a iniciativa e a liberdade de fazer o que não está "proibido", surgem mecanismos que se prestam a abusos e desmandos similares aos que ocorreram recentemente nas chamadas hipotecas "subprime" (sem eufemismos, hipotecas podres caiadas de branco para serem negociadas no esotérico mercado de derivativos), como também ocorreram na crise das empresas chamadas de "dot.com" e como, nos anos 70, vieram a lume em escândalo financeiro perpetrado pelas financeiras aqui rotuladas como "savings and loans" (uma espécie de cadernetas de poupanças e financeiras).

A bem da verdade, é preciso reconhecer que os desmandos e desvarios da crise atual, crise provocada pelos homens e não por fatalidades da natureza ou jogos aleatórios do "destino", chegaram a cifras espantosas. Isso não podia ter acontecido e esses caras que estão lá em cima não podiam ter deixado que acontecesse.

Leia na íntegra

Nova Dupla Country-Sertaneja



Falta um dedinho no da "esquerda"... ou direita?

Pergunta pra ele:

"A culpa é do Bushit"

Pré-Abertura

Os minifuturos lá fora também indicam uma abertura positiva: S&P +1,14% e Nasdaq +1,27%. Europa "mista", praticamente no 0x0: FTSE -0,33 DAX +0,01 CAC -0,17 IBEX +0,23

Será que hoje teremos surpresa nos EUA e o Congresso paga o "resgate"???


INDFUT e WINFUT

Já chegaram a abrir 1000 pontos em relação ao fechamento de ontem! O gap só existiu nos minis (de 425) e observa-se que nesta fase de abertura a liquidez do WIN é bem maior: 1.100 x 400 contratos negociados. Se um vale 5 vezes o outro, o valor fnanceiro do giro é bastante equivalente a esta altura. O dia tem tudo para ser bastante movimentado e tenso!

O Buffet não é de jogar dinheiro fora e injetou U$ 5 bi no Goldman Sachs, que ao se transformar em banco holding fica "protegido" pelo esquema regulatório do Fed... o dead line do congresso está chegando. Hoje parece que as notícias trarão muitas novidade (e contradições?) ao longo do dia.

As perguntas são muitas: os US700 bi vão sair? Creio que sim! Serão suficientes? Parece que não... mas o fato é que sem eles o sistema financeiro - e o crédito - americano entra em colapso!

Atentar para a possibilidade de uma correção intradiária e, se for o caso, a retomada da tendência com a iminente composição dos órgãos federais e os congressistas americanos!!!

Haja coração... ^v^


Participe do Fórum Monitor Financeiro


23.9.08

Fórum Monitor Financeiro

Olha, em uma avaliação de médio prazo a coisa está feia, e mesmo com mais este caminhão de dinheiro, caso aprovado pelo congresso americano, os problemas não serão resolvidos. Podem dar mais um "respiro" ao mercado, mas o paciente encontra-se em estado de pré-coma.

Em uma visão de curto/curtíssimo prazo, a situação é emergencial. O congresso tem até sexta para assinar a carta branca (ou cheque em branco?) para Mr. Paulson. Acredito que isto deva acontecer antes de entrarem em recesso - quem sabe hoje ou amanhã.

Mas não estamos aqui para julgar ou analisar casos de política (mesmo que monetária) americana, embora seja isto que vai definir os rumos do mercado. Então, barbas de molho e segura o tranco da volatilidade.

Quem acredita em melhora acentuada compra os bilhetes da VALE40 e PETR42, nesta faixa de 0,50... quem acha que vai piorar tudo vende o índice. E quem não quer correr riscos especulando coloca o dinheiro na renda fixa. Ou compra BRTP, que está pagando 25% de bônus e a correção do CDI até a Oi efetivar a tomada de controle da empresa.

Fora isso, nós vamos ficar discutindo coisas que fogem de nosso gerenciamento! Ganhe McCain ou Obama, esteja certo o Paulson, Bernanke, ou Greenspan, quem está com a batuta neste momento é o congresso. E para os americanos, nem as Organizações Tabajara: "seus problemas estão longe de acabar"...

22.9.08

IBOV 60 m - Canal, Volatilidade, Topos e Fundos


Uma visão no gráfico horário: desde o balão de São João no final de maio, o IBOV vem seguindo pelo canal fazendo topos e fundos mais baixos. Depois do OCO de continuação da queda no meio do caminho, a volatilidade aumentou - abrindo claramente a "boca do funil".

Mesmo assim a sequência de topos e fundos mais baixos continuou, apenas aumentando a amplitude do movimento. Tivemos recentemente duas ameaças de rompimento com topos superiores (cada T verde circulado).

Este de hoje estaria sendo ainda mais pronunciado, com a máxima em 53.455 - bem acima do útlimo topo registrado aos 52.590 no dia 12/09. Portanto, para eu ficar convencido de tratar-se de um pivot seria necessário o índice fazer agora um fundo acima de 45.294, o que não parece difícil.

Pelo menos assim teríamos um topo e um fundo mais altos!!! Mas e daí??? Quem garante?


^v^


PETR em 36,00


A VALE encontra mais resistências para alcançar os 40 que eu acreditava chegar ainda na série J...

Agora o governo quer permitir novamente o uso do FGTS para comprar ações da Petrobras. Mas parece que a quantidade não vai exceder 10% do total. Houve épocas em que o anúncio de um novo poço fazia milagres. Hoje em dia tem que estimular muito para vencer a desconfiança do investidor. Depois desse disse-me-disse sobre uma nova estatal, até o Warren Buffet já deve estar de olho na possibilidade de uma saída do capital que ele aportou em seu fundo. Mas as ações de sua empresa responderam bem nesses últimos dias...

A expectativa do mundo todo está voltada para os trâmites no congresso americano. Se não resolverem isto ainda na semana, eles entram em recesso e vão se dedicar à campanha eleitoral. Até quarta-feira (no mais tardar quinta) deve surgir alguma novidade! ;-)

^v^

20.9.08

Oportunidade: compra da BrT pela Oi

Um amigo me chamou atenção para uma coisa que parece estar passando despercebida pelo mercado.

Caso a tomada do controle aconteça de fato na Brasil Telecom, o valor da OPA obrigatória com tag along (80% do valor da aquisição de R$72,3058) para os acionistas minoritários ficou estabelecido em R$57,85, mais a correção feita com base em 100% do CDI desde 28 de abril de 2008 - que já faz o valor presente passar de R$ 61,00.

Com o papel cotado bem abaixo deste valor, pergunto: se a operação já conta com a anuência da Anatel podemos considerar como risco apenas a possibilidade dela não vir se concretizar por ourtos motivos improváveis - tudo indica que sai, inclusive pelo empenho do governo em modificar o Plano Geral de Outorgas para viabilizar a fusão.

Então apresenta-se no mercado uma oportunidade de rentabilizar um prêmio acima de 25% sobre o preço de hoje que continuará sendo atualizado pelo CDI até a data do pagamento e efetivação do negócio, bastando para isso comprar as ações da BRTP3 em bolsa.

Alguém vê alguma coisa diferente disto ou eu que estou enxergando demais? Quem quiser mais informações: FATO RELEVANTE da Oi.

Abs ^v^

Divulgação de Livro - Small caps

Como lhe encaminhei um e-mail anterior, foi lançado este mês o livro que escrevi.

(não gosto de fazer esta parte comercial, mas vamos lá...).

No blog coloquei informações e a capa da obra “Investindo em Small Caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”, de Anderson Lueders.

No site da editora consta partes do livro, inclusive o prefácio, para consulta de usuários cadastrados.

O livro já está a venda na própria editora (campus), no submarino, na livraria cultura e no bestbooks, tudo pela internet.

Se tiver a confiança de recomendar a seus conhecidos, ficaria grato. Aliás, é nas crises que vão surgindo a maioria das oportunidades que geram posteriores valorizações superiores a 1000%. No livro você encontra métodos de identificá-las.

Abraços,

Small caps. - Anderson Lueders.

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O link para compra do livro é este: Investindo em Small Caps



19.9.08

É preciso calma

Está certíssimo o Marcelo, nosso colaborador pOp, quando diz:

"Se o governo americano realmente assumir os créditos podres, parece que realmente essa semana terá marcado o auge da crise (?). Pelo menos em teoria os bancos teriam um pouco mais de ar pra respirar e botar a casa em ordem.

Pelas ações que tomava, o Fed deixava claro que faria de tudo para evitar um crash. Eu inclusive tinha comentado sobre isso. E, sejamos sinceros, um crash não seria bom para ninguém, nem mesmo para os vendidos. Como a gente paga impostos por aqui, dá pra respirar aliviado...

Deve vir uma boa recuperação por aí. Na TV e nos jornais, os "especialistas" dirão que sempre falaram que a crise era só uma turbulência, que ações são investimento para longo prazo... È nessa hora que precisamos pensar com calma.

Mesmo admitindo que o pior já tenha passado, a crise já deixou suas marcas na economia real. O risco de uma recessão global não desaparecerá com os créditos podres, a inflação continua à espreita em vários países, as commodities continuam caras...

O que eu quero dizer é que TALVEZ o fim da crise não seja o fim do bear-market. TALVEZ agora não aconteça como no passado, quando depois de cada susto o Dow e o Ibovespa saíam atrás de novos recordes. Um bera-market não é um mercado em queda constante, ele tem fases de alta, e qualquer um que tenha apreço pelo seu dinheiro deve ao menos levar em conta que este pode ser o começo de uma FASE (de semanas, ou até meses) de alta em uma TENDÊNCIA de queda.

Não quero ser chato ou estraga-prazeres. Mas dá pra aproveitar a alta sem oba-oba..."

Eu ainda iria além:

Isso mesmo Marcelo, sábias palavras. Os seus (dos EUA) e nossos (do resto da claque) problemas estão longe de acabar. Com certeza, deve haver - como está acontecendo - um "refresco".

Os órgãos reguladores - i.e. Fed, SEC, Treasury, Bureau - estão se mobilizando para tentar mostrar que ainda existe comando de crise (?). Embora haja dúvidas sobre o porquê de intervir no Bear Stearns, depois privatizar "Fannie & Freddie", negar auxílio ao Lehman, e mais tarde "incorporar" a AIG... são estas atitudes dissonantes que deixam o sistema inseguro.

E de onde virá o dinheiro?... a pergunta que não quer calar. Novas regras de última hora podem ser mesmo paliativas, será preciso o apoio do Congresso para mudanças na legislação. Tudo isso demora um tempo para ser implementado e assimilado.

Mas a mensagem que ficou em tudo isso é que esforços não serão medidos para conter a generalização do caos. O sistema bancário continua funcionando, e as bolsas - apesar das restrições na "marreta" - respiram!!!

Este recurso de criar uma nova agência - não sei como chamam os responsáveis pela coleta de lixo pelo país e mundo afora (aqui no Rio é a COMLURB) - que já foi utilizado com relativo sucesso anteriormente, parece ser o atalho para dias mais calmos. E continuando a metáfora, quando e como será que farão a reciclagem deste lixo (nuclear?) para depois revenderem a parte boa (?) ao mercado...

A lei da oferta e procura. Estão dando liquidez para pó de mico... haverá posteriormente interessados em ficar com a coceira? Ou vão "obrigar" alguém a tomar os esqueletos?

Proibem a venda descoberta, agora nem mais alugando para vender... desta forma, então, o mercado só poderá atuar em uma ponta??? Quem tem vende, quem não tem olha... e quem é que compra? Forçar uma demanda pode ser um precedente perigoso para o equilibrio e auto-regulação dos mercados.

Vamos ver qual será a próxima "cartada"...

^v^


O debate está sendo de alto nível!

Não nas "entranhas" do poder norte-americano...

Mas para quem acompanha diariamente o Fórum do Monitor!

A bola está "rolando"... não deixem quicar!