Plus500

7.11.08

Mercado, Empregos e G20

Ainda não dá para ficar muito animado. O IPCA veio alto e quando Wall Street abrir depois divulgação destes dados que indicam o corte de 240.000 postos de trabalho nos EUA, levando a taxa de desemprego a 6,5% (o maior em 14 anos) a coisa deve azedar por lá, e nós podemos seguir a trilha. Por enquanto os futuros do S&P e Nasdaq operam em alta moderada. Mas as bolsas americanas só começam a funcionar a partir de meio dia e trinta!

Desco & Ladinho riding again... together... forever!??!

E este ensaio da Cúpula do G20 em SP sem a presença dos representantes da área econômica de Obama - ainda não escolhidos - não vai servir para muita coisa. Ao menos coloca o Brasil no centro do foco, e promove nosso país a um lugar de destaque entre as nações emergentes... mas de concreto mesmo... só o prédio onde se realizará o evento! ;-)


Sobre o G20:

O Brasil deverá apresentar na reunião do G20, que será realizada neste fim de semana, em São Paulo, propostas para aumentar a participação dos países emergentes no processo de reformulação do sistema financeiro mundial.

Em meio à crise financeira global, a reunião deste sábado e domingo ganha importância, afirmam analistas, e servirá de preparação para um encontro entre os chefes de Estado dos países do G20 no dia 15, em Washington.

Durante os dois dias de reuniões em São Paulo, ministros de Economia e presidentes de Bancos Centrais do G20 deverão discutir as causas da crise, seu impacto nos países em desenvolvimento e cenários para a economia mundial.

Os países deverão apresentar propostas para o aprimoramento da governança no sistema financeiro global.

  1. África do Sul
  2. Alemanha Alemanha
  3. Arábia Saudita
  4. Argentina
  5. Austrália
  6. Brasil Brasil
  7. Canadá
  8. China
  9. Coreia do Sul
  10. Estados Unidos
  11. França França
  12. Índia
  13. Indonésia
  14. Itália Itália
  15. Japão
  16. México
  17. Reino Unido Reino Unido
  18. Rússia
  19. Turquia
  20. União Europeia

O Brasil ocupa atualmente a presidência rotativa do G20, grupo que foi criado em 1999, logo após a crise asiática, com o objetivo de tratar de questões relativas à estabilidade financeira.

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6.11.08

Depois do alento, a volta à realidade

Sem dúvida a eleição de Obama foi uma vitória do povo americano, subjugado pelos dois mandatos de Bush. Muitos soldados e dinheiro foram perdidos no Iraque, além de casas, poder aquisitivo e a auto-estima dos yankees, que nunca esteve tão em baixa!

A comemoração nas ruas parecia uma verdadeira conquista!

Um canditado negro (acho a referência afro-americana ainda mais preconceituosa), mas vindo da classe alta, de um partido oposicionista (se é que existe isso lá), com propostas de reformas estruturais contundentes. Mas, apesar do domínio democrata no Congresso, ele não pode fazer muita coisa sozinho. Depende dos deputados e senadores para implementar seus projetos.

E quanto ao mercado já se mostra protecionista. Nem banqueiros, muito menos a América Latina, terão regalias. Portanto, é de se esperar medidas duras para os momentos ainda difíceis que a economia mundial vai enfrentar.

Hoje o BoE - Bank of England (o BC da terra da rainha) cortou seus juros em 1,5% , para módicos 3% aa. Os EUA já estão ficando sem munição, e a recessão é uma realidade cada vez mais sensível nos países desenvolvidos.

Se não há possibilidades de um descolamento próximo do Brasil neste contexto globalizado, vamos sofrer com as rebarbas. E ainda temos o fantasma da inflação, que obriga nossa política monetária a manter a taxa nas alturas (também como forma de atrair capital externo).

Depois das boas novas, back to reality. O show não pode parar!

Vejam o artigo de Cristiano M. Costa sobre a eleição nos EUA

Obama Presidente: Uma Nova Era?

5.11.08

Price Rejection

Aproveitando o post abaixo do Wil123, que ressalta a necessidade de estudarmos e, principalmente, dos benefícios para quem se dispõe a compartilhar suas leituras e conhecimentos, a interatividade sempre proporciona uma resposta mais rápida às nossas dúvidas. Ao nos questionarmos, dando a chance de que outros leitores exponham suas visões, só temos a crescer.

Um exemplo foi o debate hoje no Fórum MI sobre Rejeição de Preço:

Achei uma descrição do amigo Quasar, ainda nos tempos do MF:


Rejeição de preço = dois "candles" seguidos, ambos longos, com a máxima de um quase coincidindo com a mínima do outro e vice-versa e ocorrendo, preferencialmente, após um claro movimento de tendência, na direção do 1o "candle", formado por candles de tamanho menor do que o desses dois.

O exemplo e o fato!

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Depois, o moderador Marreta trouxe a imagem do candle de hoje

E colocou: seria o tal do price rejection?


Sempre tem algo que podemos esclarecer quando compartilhamos!

^v^

Aprendizado

Sempre fiquei pensando qual a motivação que eu tenho para manter o blog ativo.

Abaixo tem um pensamento que resume tudo o que sinto pelo blog.

Apenas sinto falta de interação maior com as pessoas, mas acho que com o tempo isto deve acontecer naturalmente.


Nós aprendemos e lembramos:
- 10% do que ouvimos;
- 15% do que lemos
- 20% do que vemos e ouvimos;

- 40% do que discutimos com os outros;
- 80% do que experimentamos;
- 90% do que tentamos ensinar aos outros.

Eu ouço e esqueço;
Eu vejo e eu me lembro;
Eu faço e eu entendo.

Confúcio

http://lucrandonabolsa.blogspot.com

Estratégias de Investimentos

Lembram da Seagull Decade?

A estratégia está de pé e se mostrando acertada. Desde que comecei a fazer as compras para recompor a carteira meu preço melhorou muito, e hoje praticamente todas as posições já estão com bom lucro.

É claro que se eu fosse um mago ou vidente, e tivesse deixado para entrar com tudo apenas nos 30k o ganho contábil estaria maior. Mas como nunca vamos saber ao certo onde será o derradeiro fundo e os topos, estabelecer uma faixa de compras foi uma decisão feliz. E entrando escalonadamente para baixo na Vale, Petro e Bradesco, os custos atuais estão excelentes. Fora os tiros em MMX, ITSA e o "CDB" da BRTP. Como nem tudo são flores, ainda falta a CRZS e CESP darem o ar de sua graça!

A grande dúvida agora, neste momento, é se realiza o lucro dos papéis para recomprar mais abaixo, tentando diminuir os valores de aquisição, e fica sujeito a correr o risco de perder o "trem"...

Isto é cruel... ;-)


E o Ibovespa:



Ainda não superou a máxima anterior, testou por baixo o canal desenhado pela LTB. Não podemos afirmar ainda que é um topo. Para isso seria preciso formar dois candles abaixo do de ontem.

Muito claro foi o price rejection abaixo de 30k, o que pode nos levar a crer estarmos definindo os limites inferiores da congestão. Se ficar acima disto está dentro do meu script (ou profundos desejos, rs).

Mas um acompanhamento de perto com as estratégias bem traçadas são essenciais neste momento.

^v^


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4.11.08

Fusões e Aquisições

Mais do que os pequenos investidores em busca de pechinchas, as grandes empresas têm a chance de, neste cenário, incorporar concorrentes ou diversificar suas linhas de produção (e/ou exploração). Muita atenção à nova onda de fusões que está se desenvolvendo e nas ações negociadas na Bovespa que possuem tag along - muitas (não apenas ordinárias, mas preferenciais inclusive) oferecem pagamento adicional acima dos 80% obrigatórios por lei.

Ontem falamos sobre o troco do Bradesco ante à união do Itau com o Unibanco. Quem seriam os alvos potenciais? A disputa com o BB tende a ser acirrrada, embora as condições sejam desiguais. Uma gestão privada tem mais agilidade nas tomadas de decisão. Mas o que resta, em termos representativos, seria a Nossa Caixa ou o HSBC (este não tem ações na Bovespa).

Outro setor em foco é o de mineração. Cada vez mais forte são os rumores de que a MMX será vendida. Já estimaram até o preço da negociação: acima de R$13! E pode ser que a LLX entre no pacote.

Eu continuo aguardando uma realização depois de atingir estes patamares de 40/42k (se chegar até lá) com a consecução de um novo topo. E vamos ver onde será o próximo fundo... O dífícil é se desfazer de posições vencedores na tentativa de baixar custos, e ser surpreendido pelo mercado.

A estratégia era ir comprando aos poucos de forma escalonada. Mas essa subida de 10 mil pontos está firme e ocorrendo de forma mais rápida do que eu gostaria. Ainda acredito em uma volta da volatilidade e na congestão.

As coisas não mudam assim de uma vez. O risco sistêmico parece afastado, mas a redução no crescimento já é uma realidade. Ao final do ano, quando os principais países apresentarem o resultado do PIB no último trimestre , serão dois seguidos de queda na economia o que vai caracterizar tecnicamente uma recessão.

Mas e o Brasil... vai bem obrigado? Viveremos apenas de nosso mercado interno, sem os parceiros comerciais?

Esta é a questão! E quais serão as empresas de destaque neste novo cenário? Quem ficar na dúvida, é melhor esperar uma hora boa de entrada e se abraçar no PIBB, que ajusta sua carteira conforme o IBrX-50.

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3.11.08

Surge o maior conglomerado financeiro do país

Banco deverá ser o maior do hemisfério sul, nova controladora será denominada Itaú Unibanco Holding S.A.

Os bancos brasileiros Unibanco e Itaú anunciaram que se unirão para formar um conglomerado com valor de mercado entre os 20 maiores do mundo. O novo banco deverá ser o maior do hemisfério sul, segundo comunicado oficial do banco Itaú.

Segundo a nota da instituição, a operação “surge em momento de grandes mudanças e oportunidades no mundo, particularmente no setor financeiro”. A operação precisa ser aprovada em assembléias extraordinárias de acionistas - previstas para serem realizadas entre a última semana de novembro e a primeira semana de dezembro - pelo Banco Central do Brasil e demais autoridades competentes.


Depois do anúncio feito pelo Santander de que pretendia se tornar o maior banco privado do Brasil, a reação foi imediata. E o Bradesco... não vai dar um troco?

Estas mexidas são altamente relevantes em um momento que sistema financeiro mundial está abalado por uma crise de desconfiança generalizada. Não fosse a decisão de permitir que o BC comprasse bancos pequenos e médios, os grandões já teriam engolido muito "tamburete"! Acredito que a fusão seja positiva para dar maior credibilidade ao nosso mercado.


Mas para os clientes... ^v^



31.10.08

Fim de semana... e do mês!

Corrigindo esta sequência de altas! Depois do alento com menores juros, a recessão nos EUA começa a se materializar.

Dois trimestres com variação negativa do PIB é a definição técnica, mas na prática o povo já sente no bolso. O Natal no hemisfério norte não será dos mais felizes...

E aqui? Ainda não conseguimos fazer um topo mais alto no gráfico diário... mas deu para colocar a cabecinha para fora da última LTB. E, até o momento, o candle de hoje desenha mais uma rejeição de preço (como tivemos na mínima abaixo de 30k). Foi aos 37.000 e não chegou a 40 - por enquanto!

Só podemos aguardar para ver quando, e onde, vai ser o próximo fundo. Furando o último, seguimos na tendência aos 26k. Torço que seja apenas uma realização (pode ser até intradiária) e a queda se interrompa antes, caracterizando uma faixa de congestão.

Como estamos na sexta-feira, e último saque do mês, ainda existe a possibilidade do índice se recuperar e ter um fechamento positivo!

Eu não duvido de mais nada a esta altura! Melhor seguir a maré...

De olho na pororoca! ;-)

^v^

30.10.08

Copom, Swap Cambial e Cenário Econômico

A decisão de manter os juros teve, sim, um lado político, mas parece ter sido sensata para o momento que passamos.

Na véspera, eu achava que iriam subir 0,25% para fazerem uma pausa (?) da Selic em dezembro, nos 14%. Mas seria muito traumático, aumentar os juros quando o mundo inteiro se esforça para baixá-los.

Contudo, esta parada técnica pode ter vindo em boa hora.

O nome já diz tudo: política monetária, um verdadeiro mosaico.

Felizmente a condução do BC está sendo bem feita ante tantas incertezas! E isso vai ser um grande diferencial. Quem imaginava que o nosso Real (R$) teria uma promoção ao status de "moeda" (currency) tão cedo, com a inclusão do Brasil no rol dos que podem fazer swaps cambiais? A abertura de uma linha de U$30 Bi é sinal de confiança e reconhecimento da relevância do país em um mundo sem crédito. Muita coisa vai mudar nesta nova ordem internacional, e estamos cavando nosso espaço, apesar dos tropeços (hic!)

Quanto a um descolamento da Matriz, isso ainda vai demorar... mas talvez a "dupla" Desco & Ladinho não fique junta para sempre como eu brinquei na composição daqueles personagens caricaturados. Por enquanto o lema ainda é "follow the leader", mas tudo pode mudar (um dia...)

Torcidas e estratégias a parte... quem gostaria de ver o pior? Mesmo com a grande predominância dos bear traders que imperam nos blogs yankees, os efeitos negativos para todos serão muito mais sensíveis do que pontuais ganhos com posições vendidas em mercado. A situação crítica do mundo e a economia, de um modo geral, trarão maiores prejuízos do que os ganhos operacionais de quem aposta na desgraça.

Como "beiradistas" vamos levando e seguindo a maré, mas que tudo se resolva e, na contagem dos corpos, estejamos apenas entre os (menos) feridos!

Abs ^v^

28.10.08

Exercício de gestão patrimonial

Tirando nosso lado especulador - que ganha hoje e amanhã pode pagar um stop, no final tem saldo positivo, mas pouco significativo em relação à totalidade do capital - quer ver um bom exercício de gestão patrimonial (como investidor):


Suponha um capital livre de 1 milhão de reais. Vamos separar R$ 100 mil para o giro (como franco atirador); 70% vamos aplicar em RF: 200.000 reais em uma NTNF para 01/2014 a 18%; mais R$ 200.000 na NTNB com IPCA +10,38% para 05/2015; e R$ 300.000 na LFT para 03/2014. Com o saldo (R$ 200.000) daria para comprar pelo menos 4k de PIBB11 por R$ 50,00 (para simplificar).

Qual destas aplicações vai oferecer a melhor rentabilidade?

Não duvido que a valorização do PIBB, em termos absolutos, seja maior do que a soma de todos os rendimentos [RF + tiro livre]! Isto com a bolsa aos 33.000 pontos. Os 20% podem render o mesmo (ou até mais do que os 80% restantes) em 5 anos!

No longo prazo o buy and hold tende a "empatar" com a RF. Mas isto para quem ficou comprado acima de 70k e não realizou lucro. Quem entrar agora, nesta faixa de 30k, mesmo que a bolsa caia até 23k, ainda é capaz de superar o benchmark do mix.

Se preferir fazer uma carteira com Petrobras, Vale, Bradesco e Telemar, e ainda contabilizar os dividendos (que no PIBB são reinvestidos nas cotas)... Experimenta simular!

Em 10 anos, então (se ainda estivermos vivos até lá)... ^v^


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A nova realidade do mercado

O voleibol continua... se abre em GAP então é a maior pedida para socarem! Mas estaremos chegando perto do fundo? (?)...

Ontem li uma reportagem de que muitas empresas (a maioria das negociadas em bolsa) estão com o preço em mercado de suas ações abaixo do valor patrimonial. Estes últimos resultados da Vale e outras ainda espelham o período de início do agravamento na crise. Quando falam em múltiplos, previsões de ganhos futuros e projeções de dividend yield, ainda consideram o cenário antigo. Se levarmos em conta os preços atuais, temos que confrontá-los com as receitas para os próximos balanços e o quanto elas poderiam lucrar, trazendo tudo para valor presente.

Até que a coisa seja dimensionada, os fundamentalistas ainda teráo que fazer muitas contas para se ajustarem à nova realidade. Mas é aí que as diferenças vão surgir e novas chances se abrirão.

Possivelmente as blue chips da próxima década não serão as mesmas do século passado! Resta descobrir quais vão apresentar melhores perspectivas de destaque.

^v^

27.10.08

Imposto de Renda no Mercado de Ações

Uma das maiores dúvidas dos investidores é sobre como fazer o lançamento dos ganhos auferidos na bolsa de valores em sua declaração do imposto de renda. Realmente este procedimento poderia ser bem mais simples.

Muita gente ignora esta obrigação, sujeitando-se a ser “pescado” pela malha fina, por desconhecer os tributos. Ora, se apenas quem ganha deve pagar imposto, repassar 15% do lucro, ou 20% em caso de operações intradiárias (day trades = compra e venda no mesmo dia), é um bom sinal de que as estratégias estão funcionando e que o investidor está sendo bem sucedido em seus negócios na RV.

O Leão tem sido impiedoso, e, com o aumento nos mecanismos de fiscalização, aliados a um controle mais efetivo através dos relatórios enviados pelas corretoras com as movimentações dos clientes e do desenvolvimento de sistemas que “cruzam” os dados das operações realizadas entre os comitentes, independentemente do montante apurado como resultado, não compensa correr o risco de ser “convidado” a prestar explicações ao fisco.


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Com o fim das eleições municipais...

Agora vamos para a próxima - A escolha do novo presidente dos Estados Unidos. Isto será importante para a economia mundial.

Caso nenhuma tragédia ocorra nesta reta final, tudo indica a vitória de Obama. Será bom para o país? Um mandatário negro, que traz a esperança de mudar (mesmo sem dizer como) a ordem mundial, e vai enfrentar sérios problemas sociais, financeiros e econômicos.

Estará preparado para esta responsabilidade? Depois de um prolongado período de republicanos no poder, só resta mesmo ao povo americano apostar em outra forma de governar. Como será a relação do país com os emergentes, a questão dos subsídios agrícolas. Mesmo com uma participação pequena na balança comercial (14% de nossas exportações), fica a dúvida...

Com a anunciada recessão, o poder de compra diminui, e assim o consumo. Os preços do óleo são reflexos disso. E com a gasolina mais barata, os combustíveis alternativos perderiam sua relevância. Excetuando o aspecto ambiental, já beneficiado pela menor emissão de gases poluentes oriundo da queima pelos automóveis, haverá espaço para o alcool brasileiro?

Ou o melhor caminho seria mesmo fortalecer o projeto, criando incentivos para converter nossa frota doméstica com o uso de tecnologias renováveis gerando uma auto-suficiência não apenas em petróleo, mas em combustíveis de uma forma geral. Para a produção do eco-diesel, alcool de cana, muito dinheiro foi investido. Talvez fosse a hora de estimular o nosso mercado interno!

Por fim, sem querer entrar no mérito político: apesar dos lamentos pela oportunidade perdida de eleger um prefeito diferenciado, os cariocas experimentaram uma maneira diferente de fazer campanha eleitoral. Mesmo com algumas práticas reprováveis - como antecipar o feriado do funcionalismo estadual insatisfeito (o que gerou um nível de abstenção acima de 20% decisivo para a vitória apertada do maior beneficiado) - o Rio de Janeiro saiu vencedor!

Que sirva de lição para todo o Brasil em 2010!

24.10.08

E os juros futuros


Já que só publicam gráficos de ativos em queda, vamos quebrar a regra: este é o Diário Logarítmico do DI Futuro Contínuo para janeiro de 2010 (DDF10). A janela se abre desde maio de 2004. Se formos analisar, tecnicamente, voltamos para os níveis de quatro anos atrás.

Mas não podemos esquecer que na próxima semana tem reunião do Copom! E a pressão é pela queda ou, no mínimo, manutenção dos juros. Se aumentarem a Selic, a esta altura, haverá chiadeira geral!

O mosaico da política monetária está complicado: inflação parece que não preocupa mais tanto, mas a liquidez dos bancos, base de crédito e os níveis de financiamento... a população parece ter chegado ao limite de sua capacidade de endividamento, o consumo deve arrefecer, sem falar no câmbio... as taxas que servem para os empréstimos não são as mesmas que remuneram os investimentos. E se o momento é de atrair capital estrangeiro para conter a escalada do dolar, uma redução no juro real pode ser temerária.

Talvez mantenham a taxa na expectativa de estabilidade (ou queda) da inflação. Quer opinar e alimentar o debate?

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O erro estratégico da Petrobras

Na verdade a responsabilidade maior é da inépcia governamental.

Ainda no auge da farra, e com o preço do óleo acima de U$140, o presidente da república anunciava com festa a descoberta de novos poços a cada soluço do mercado. E ao mesmo tempo, em seus arroubos ufanistas, declarava antecipadamente a auto-suficiência do país em petróleo, além de colocar em dúvida as parcerias e até o direito sobre a exploração das áreas licitadas. Chegou a conjecturar até a criação de uma nova estatal em detrimento do expertise da Petrobras na exploração de águas profundas - mas nem tanto!

Ou seja, criou um sentimento de desconfiança generalizado e acabou punido pela falta de habilidade em gerir um projeto (ou perspectiva?) ainda em fase de maturação.

Moral da história: será o pré-sal viável com a cotação do barril abaixo de U$70? E se cair para 50 dolares?

Enfim, da mesma forma como o Eike e sua OGX venderam ações como "terrenos na Lua", agora vemos a nossa petrolífera sentir os efeitos da recessão que se anuncia. Ao invés de estimular uma real auto-suficiência para abastecer nosso mercado interno, planos ambiciosos reinvindicavam (coisa de sindicalista) um ingresso para a Opep. Parece piada? Perdemos mais um bonde?

Os mais fanáticos ainda devem achar que a fartura da Bovespa de 2002 até maio deste ano resultou das políticas deste governo... pobre ilusão. O maior acerto foi dar autonomia (?) ao Banco Central e imunizar seu presidente contra os pilotos de submarino. Aqueles que, independente do seu partido, torcem pelo quanto pior, melhor.

Mesmo quem não acredita em indicações dos gráficos para o futuro é obrigado a aceitá-los como reflexo dos acontecimentos passados. E quanto a isto não há discussão, eles já foram escritos. Basta comparar o desempenho do S&P com o Ibovespa para constatar que a época de bonança poderia ter sido até melhor aproveitada. Enquanto mudaram fórmulas de cálculo para potencializar o PIB a 5%, a China e a Índia cresceram bem mais...