Plus500

29.11.08

Análises: do Retrovisor ao Binóculo

Estamos sempre procurando entender o passado para nos situarmos no momento que vivemos. Mas o que vai definir o nosso sucesso pessoal e os resultados positivos (ou não) no que diz respeito aos investimentos: se o fundo já chegou, e o pior já passou é difícil afirmar.

A situação da economia continua bastante comprometida e os reflexos na vida dos cidadãos ainda serão percebidos.

Muitos postos de emprego irão desaparecer, negócios baseados em culturas ultrapassadas e processos obsoletos vão deixar de existir, para uma inevitável reengenharia na distribuição de forças do planeta ser desenhada, e, a partir dela, novos paradigmas serem criados.

Quais países, setores e empresas terão destaque neste novo cenário? Estas são as perguntas do momento! E as respostas...?


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28.11.08

Depois do nada...

Black Friday... as liquidações após o dia de ação de graças devem dar uma idéia de como os consumidores americanos estão contidos nos seus gastos. Os mercados em WS funcionam por meio período, e, não fosse o último pregão do mês para os fundos ajustarem suas carteiras, certamente nada de excepcional aconteceria. E eu também não estou muito animado...

Conforme o STS a indicação de ontem no INDFUT não era mesmo confiável e acabou sendo um alarme falso. Também, com tão pouco volume o dia mostrava que era para não fazer nada. Hoje, depois de um price rejection bem sobre a MDT, as médias se cruzaram dando compra aos 36.600. Esta região entre 37 e 37.200 pode oferecer resistência. Quem entrou pode ir subindo os stops no índice e acompanhando o movimento com o dedo no gatilho!

^v^

27.11.08

Ibovespa em 2 tempos

No diário
No semanal

Ambos em escala logarítmica, em "foto" tirada no início da sessão.

Trianglinho, caixote... ou caixão? ;-)

Dia de Ação de Graça???

Não!

Ninguém vai "doar" ações!

Hoje, nos EUA, comemora-se o "Thanksgiving" - o tradicional "Dia de Ação de Graças" - e as bolsas não funcionam na Matriz.

Teremos que andar por nossa conta. Andar...?


Mais provável que seja um outro dia modorrento para os mercados, apesar da alta na Ásia e Europa. Mas ninguém vai dar ação "de graça", apesar dos preços estarem ainda muito "baratos".

Dentro do mosaico que eu tinha desenhado há um tempo atrás, a coisa vem seguindo fielmente o script:

Tivemos um topo mais baixo, buscamos o fundo - que ficou pouco acima de 30k, vamos nos mantendo dentro do caixote (agora é de se esperar uma ida até a faixa de 40/42k), o Natal deve mesmo ser o mais triste dos últimos anos, e até uma retomada da tendência de alta isto ainda deve levar um bom tempo! Mas vai saber...?

A sexta-feira que segue ao feriado americano costuma ser um grande termômetro para as vendas de fim de ano. São promovidas "queimas de estoques" nos principais magazines com mega liquidações (mais ainda do que já estão fazendo) para atrair os agora contidos e descapitalizados consumidores, que, com dívidas e sem crédito, não vão poder recorrer ao uso do cartão.

Enfim, com os atentados em série na Índia (sem falar no estado de calamidade em Santa Catarina, depois de tantos dias de chuva) o dia mais parece ser o de Reação e Desgraças!

Não dá para se esperar muita coisa hoje... é até possível que o volume não passe de R$ 4 bi na Bovespa.

Enquanto isso a gente fica trocando idéias no Fórum MI...

^v^

26.11.08

Pergunta inquietante


Feita no Fórum Monitor Financeiro:

"Na possibilidade do mercado um dia se recuperar, para formar uma carteira de ações que empresas ou setores vocês acham que teriam mais chances de destaque no médio ou longo prazo? " Janus


Pensar pontualmente em empresas é mais complicado. Tudo vai depender do cenário mundial, valendo olhar para as que são mais voltadas ao mercado interno. Caso a Petrobras mantenha seus planos de perfurações em águas profundas, a Confab também pode se beneficiar como uma de suas fornecedoras.

Setorialmente, as elétricas e operadoras de telecomunicação têm uma base consolidada de clientes e as tarifas reajustadas por contratos, o que indica um baixo risco. Os grandes bancos também podem se fortalecer com as fusões e solidez do sistema financeiro nacional. Enfim, não dá para ser conclusivo em uma situação incerta.

Mas, na minha opinião, a linha é essa. Quem quiser acrescentar...

Aqui ou lá! Abs ^v^

25.11.08

PermAlert!!!

Isto pode ser visto como um hibridismo neologístico(?)!

Mas é o estado em que me encontro diante esta enorme volatilidade (que não cai, ao contrário e na contra-mão do que vinha ocorrendo com o mercado). Fico em Alerta Permanente!!! E procurando pares que façam contra-ponto às minhas leituras. Sempre busco quem esteja em um nível acima, ou observando fatores por mim desconhecidos - ou ignorados até então.

Um de meus achados foi o retorno do KB em seu TiB. Junto com seus parceiros eles vêm agregando muita informação e estudos da maior valia sobre a situação macro atual e os desdobramentos que têm origem no momento econômico (e do mercado) americano.

Já aderi e me solidarizei faz algum tempo ao "status" de neutralidade, declarando-me, inclusive, um PermAlert (sic).

E como não consigo me rotular como Bull ou Bear, no máximo posso ESTAR ao lado de um ou outro, também não poderia me auto-definir como um investidor agressivo.

Sou na maior parte do tempo - e analisando a questão sob o prisma de gerenciamento do patrimônio como um todo - um conservador.

Entretanto, e dependendo do timeframe, sei que assumo com pequenas parcelas do total que administro, posturas relativamente agressivas.

Digamos, então, que me situaria como um trader dinâmico. Ciente de que as verdades da bolsa podem não durar mais do que 15 minutos, consigo com meus sistemas e interfaces de negociação a agilidade necessária para reverter posições.

Penso que aquela máxima onde "melhor ser o último na fila dos ricos, etc..." é extremamente válida. Mas pelo money management e uma gestão de risco, podemos estabelecer stops (uma defesa falha e parcial, concordo) minimizando a nossa exposição. Em derivativos (basicamente com opções) procuro sempre estar travado (ou combinado), o que já oferece uma proteção natural. E esta é, a meu ver, a maior deficiência do INDFUT (ou WINFUT) da BM&F. Apenas a série atual possui liquidez, não permitindo nem que se abra o calendário. O sentido do hedge acaba sendo relativo para quem não carrega grandes posições e seu uso fica mesmo restrito à especulação (bastante temerária com esta volatilidade - embora lucrativa).

O certo é seguir a maré, o que procuro fazer como trend follower, mas são nas reversões que temos a maiores chances de ganhos. O mercado deve reagir antes da recuperação plena da economia. A expectativa por novos pacotes (depois do Citi, ainda falta o bailout às montadoras) e atuação da nova equipe do Obama devem alentar as bolsas - mesmo que nada seja definitivo.

Como não tenho domínio e pleno acesso aos mercados americanos não dá para usufruir de outros instrumentos mais complexos (i.e. PUTS) para balizar as operações.

Assim sendo, tento estruturar cada uma com seu devido objetivo de retorno. Do jeito que as coisas andam incertas, mal consigo enxergar o médio prazo. E por mais incrível que pareça, do curto tenho passado direto para o longo!?!?

Estou inclinado a ir recompondo uma carteira para daqui a 10 anos, buscando diminuir seus custos sempre que houver oportunidade.

Ainda acredito no trading range... a cada teste na proximidade dos extremos (30 e 42k) reavalio e ajusto minhas estratégias. Até que o cenário se modifique mais conclusivamente e uma nova conduta, de minha parte, tenha que ser adotada.

Vou tentando ouvir a música que o DJ SPX tocar... sem sair da cadeira, porque a chance de ouvir um violino e "dançar" também é grande.

Entre o rock e a valsa... listen to the music!!!

24.11.08

Análise técnica X fundamentalista: a eterna polêmica.


O mercado tende a se recuperar antes da economia


O mercado costuma se recuperar antes da economia. Isto porque, da mesma forma que potencializa o caos, ele antecipa as melhoras. E desconta tudo! Sobe no boato - de escada - e cai no fato - desce de elevador (quando não pula pela janela, como foi nesta queda). São mais frases de efeito que o povo adora.

Mas a oportunidade de estudar, com o tempo ocioso (nem tanto) em termos operacionais, foi uma dádiva. Quando falei em "comprar" ações, o que torna o ganho fácil nos bull markets, hoje, esta decisão tem que ser mais bem fundamentada.

Não com base apenas em números, ou simplesmente pela leitura dos gráficos, o cenário ainda está em mudança... é preciso antever como esta nova ordem mundial será formada. Quais países e empresas terão espaço para crescer, quando as transações comerciais tornam-se mais seletivas. Que setores serão mais promissores?

Na parte educacional, muitos cursos para formação de investidores vinham sendo oferecidos (até de graça). Ora, se a finalidade é social - para inserir novos participantes no mercado - isto é compreensível. Mas quando se objetiva lucrar a qualquer preço em cima dos já penalizados investidores, com interesses ocultos de levá-los a operar por determinada corretora, considero isto bastante questionável. Se for para socializar vamos ensinar educação financeira aos mais carentes e necessitados!

Muitos parentes, amigos, ou amigos de amigos, vieram me perguntar durante este tempo (aliás, desde antes da inversão nos mercados) o que poderiam comprar com a bolsa batendo recordes seguidos. Minha "dica" era invariavelmente uma só: LIVROS! Orientava que guardassem seu capital para outra ocasião mais propícia. Acima de 70 mil pontos, naquela toada louca, só mesmo um maluco para entrar. A correção estava anunciada... só não se sabia quando viria e em que intensidade. Até nisto ela superou expectativas.

Quem ainda estava com o pensamento bull (de alta) sofreu. Os investidores acostumaram-se a comprar nas quedas, acreditando que sempre seriam "realizações saudáveis" para corrigir o mercado em sua tendência altista. Gráficos de drawdown foram compartilhados, e, tudo levava a crer tratar-se apenas de um fundo mais alto. E os topos e fundos mais baixos se sucederam...

Talvez, agora, estejamos perto de consolidar o "caixote". Dentro do desenho em "L" deste movimento, podemos estar entrando em um período de lateralização. Mas assim como não cai nem sobe em linha reta, esta congestão não vai ser uniforme e horizontal. As balizas, por enquanto estão em 30 e 42 mil... enquanto isto for verdade, operar nos extremos deste trading range pode trazer bons resultados. Mas as verdades mudam na bolsa a cada 15 minutos.

Um repique pode ser mais ou menos prolongado durante esta fase. Para uma retomada da alta, seria preciso a superação do ultimo TH (acima de 73k)! Passando de 45.000, o Ibovespa pode ganhar consistência - mas sempre haverá a possibilidade de tocar mais um "violino"!

Então vamos adiante, seguindo a maré. Quem "beliscou" na sexta-feira, já está ganhando mais do que o CDI de todo o semestre! Obama vai chegar... já está chegando... as medidas anteriores e os novos pacotes (bem como a definição de sua equipe de trabalho) devem dar a tônica daqui para frente. Mas sem otimismo exagerado ou descrença no que estamos vendo. A hora é de sermos REALISTAS! Os olhos não mentem! Ler o passado é fácil (basta chamar o retrovisor), o futuro é incerto... mas o momento é ESTE!

E eu continuo com os pés no chão! Tentando disseminar, além das estratégias de mercado, que se fomente a necessidade de levarmos educação financeira a todos. Desde as primeiras idades, mas também aos adultos, responsáveis pelas famílias e gestão de seus patrimônios. A matemática, neste caso, é bem mais simples, mas a tarefa não menos complexa. A conscientização de sua importância será um marco na virada para este novo mundo que estamos presenciando o surgimento!

Que cada um faça sua parte! ^v^


E participe do Fórum Monitor Investimentos

21.11.08

Exercício de Educação Financeira

A matemática é uma ciência exata, mas a vida é um mistério permanente. Ao utilizarmos uma HP12C podemos, de posse de alguns números, taxa de juros e período, trazer o valor futuro para o presente, mas ainda não decobrimos uma forma de antecipar o que está por vir. Muito menos uma maneira de retornarmos ao passado e modificar os acontecimentos.

Admiro muito os que dizem não se arrepender de nada que outrora tenham feito. Não me incluo nestes casos. E duvido até que estes falem a verdade. Não há nada que a experiência vivenciada não pudesse servir para melhorar as decisões quanto a determinados eventos que influenciam no momento atual. O tempo não pára! Mas, com isso, nós evoluímos...

Fico imaginando como seria a minha infância se eu tivesse acesso a tantas informações, recursos e a capacidade de aumentar minha rede de relacionamentos. Como tudo isto facilita a vida das pessoas. Por outro lado, abre-se mão de prazeres reais, que são trocados pelo mundo virtual. Quem sai ganhando?

O fato é que sendo impossível voltar atrás, podemos projetar como gostaríamos que seja a nossa vida daqui a alguns anos. E ela vai depender exclusivamente do que estamos fazendo agora. Além de nosso crescimento como profissionais e seres humanos, temos um legado a deixar aos nossos filhos e para a sociedade como um todo.

Transmitir os verdadeiros valores, e dar condições para que haja pleno desenvolvimento de todas as potencialidades das crianças, questões éticas, morais, deveres cívicos, e, acima de tudo, fortalecê-las no seu caráter, criando um ambiente para se tornarem fortes emocionalmente e controladas em termos financeiros.

Li outro dia que o dinheiro não traz felicidade. Mas a sua falta pode gerar infelicidade. Muitos casais que brigam têm no motivo uma origem financeira. À população carente, que aumenta assustadoramente, não são oferecidas as mesmas chances para que seus filhos possam ser inseridos no mercado de trabalho. Agora em mais uma "medida-remendo", anunciam um plano de cotas sociais / raciais para oferecer vagas a universitários de baixa renda, com sub-cotas aos que se declarem negros, índios ou pardos!?!

Ao invés de melhorarem as escolas (desde a educação infantil, até o ensino médio, passando pelo Fundamental I e II) apelam novamente ao recurso da esmola. "Bolsa-tudo"... e a qualidade dos futuros profissionais, mesmo depois de formados (caso consigam concluir seus estudos) estará nivelada por baixo, e mais uma geração pode estar sendo comprometida.

Que cada um faça sua parte, porque dependendo das atuais "mentes pensantes" continuaremos um país de analfabetos políticos e financeiramente. É só fazer a conta - e o dever da casa!

19.11.08

Mais um dia volátil

De nervosismo... e quedas? Agora foi a Espanha a ter sua primeira retração no PIB... e as grandes montadoras dos EUA imploram por socorro urgente, sendo rechaçadas no Senado. Vão deixar irem à falência?

Como a indústria automobilística, com sede em Detroit, constitui-se em uma das bases da economia nos EUA (outra grande era a esfacelada construção imobiliária com os financiamentos ad eternum), cada dia que passa torna-se mais crítica a situação do país, altamente dependente do consumo, e à beira de um colapso. Seria a melhor alternativa juntar as três grandes - GM, Ford e Chrysler - em apenas uma empresa? A AGMM - American General Multi Motors. Ou, a esta altura, o senador do Alabama estaria certo de que mais vale acabar com tudo e reiniciar do zero?

Terá o presidente Obama condições para reverter este cenário? Como disse o Zarautz, entre os dois candidatos ele era o melhor - um fio de esperança para mudar, mas como ser humano, mesmo que seja extremamente feliz na escolha de sua equipe, será ele dotado de poderes de um super-homem para solucionar este estado caótico?

Aqui no Brasil vamos levando e tentando nos defender das marolas, pororocas ou tsunamis alheias. Quando tudo se encaminhava bem, vem esta crise para tumultuar a festa. Apesar disso, foi divulgado o 2º menor índice de desemprego (7,5%) de toda a nossa história! Houve aumento no número de carteiras de trabalho assinadas, mas devemos levar em conta a nossa grande parcela de assalairados e comerciantes informais, ainda desestimulados a pagar a enorme quantidade de impostos que compõem a nossa carga tributária.

Enfim... a bolsa.... esta pode até repicar, está próxima de seu fundo, existem suportes, o caixote está amarrado (por enquanto) mas sem a possibilidade de um descolamento iminente, teremos condiçoes de remar contar esta corrente negativa da maré internacional? A Bovespa é um fiel espelho do comportamento no S&P. Enquanto lá estiver ruim...

Este ano praticamente acabou... o Natal no mundo não será dos mais felizes, e fica a incógnita para 2009. Mais um ano de desaceleração no crescimento, com retração da atividade econômica, mais países entrando em recessão, e um sentimento de desânimo generalizado...

Salvar-se-ão alguns países da America Latina, com o Brasil à dianteira? Seremos a nova potência emergente com posição de vanguarda. Condições para isso nós temos. Enquanto a China, apesar de sua imensa população (que não consome), é dependente das exportações para escoar o que produz, temos um grande e promissor mercado interno capaz de alimentar boa parte de nossa economia. Mas isso vai ser suficiente? Torcer não custa nada!

Participe do Monitor Financeiro ^v^

18.11.08

Petrosal (ou Petrossauro...)

Ontem, por mero acaso, diria até en passant, assisti a um trecho de um programa na Globo News chamado Espaço Aberto versando sobre o tema "Ciência e Tecnologia".


Uma reportagem muito boa, transparente e demonstrando isenção, com vários professores e pesquisadores envolvidos no projeto sendo entrevistados e compartilhando suas opiniões - verdadeiras aulas, altamente esclarecedoras no que diz respeito às dificuldades que a Petrobras, ou seja lá quem for se aventurar por estas searas, irá encontrar para tornar viável o sonho do país auto-suficiente, quiçá exportador de óleo.

Como não sou especialista no assunto, apesar de bastante interessado e de conversar quando tenho oportunidade com meu cunhado, geólogo, funcionário concursado e de carreira da Petrobras - atualmente morando no exterior como responsável na estatal pela área de prospecção no Caribe - percebo que até chegarmos ao ponto de comercialização da commodity extraída das profundezas (além delas, da camada abaixo do sal) muito estudo, dinheiro e tempo serão gastos.

Não existe ainda tecnologia, muito menos mão-de-obra qualificada para esta empreitada. E pior, sofremos com a perda de profissionais gabaritados, que, quando enviados em missão ao estrangeiro, são invariavelmente cooptados a migrar para multinacionais concorrentes de outros países.

Bem, sugiro, a quem puder, que tente ver uma outra reapresentação do programa, de certa forma até investigativo. Chamou-me a atenção o que foi declarado por um dos participantes da pesquisa quanto aos custos de perfuração, extração e transporte do óleo bruto para a continente - somam números estartosféricos, que praticamente tornam inviável a comercialização do óleo com o preço do barril abaixo de U$70. Geólogos e geofísicos, ainda buscam uma fórmula de penetrar na camada de pré-sal, manter os caminhos abertos (pois há uma tendência à rápida acomodação e retorno ao estado original, com bloqueio dos acessos) e introduzir dutos que resistam à pressão existente nestas profundidades (7km).

O mais interessante é que, desses estudos, outras descobertas em paralelo estão sendo feitas, considerando a possibilidade de aproveitamento da energia das marés e correntes marítimas, ocasionadas pelo indispensável mapeamento destes fenômenos naturais para dimensionamento nas estruturas das plataformas (verdadeiras "cidades-ilhas") e dos navios-plataformas. A coisa é muito mais complexa do que parece.

Se estão vendendo terrenos na lua ou ovos no interior da galinha, é tudo fruto da pressa e dos arroubos ufanistas de nossos governantes ávidos por promoverem o Brasil à condição potência energética. A história é impiedosa com bravatas, com quem fica atrasado, quer se antecipar demais, ou vai na contra-mão do progresso. Trazendo isto ao mercado, as ações da Petro, de tão depreciadas podem até voltar a subir , como rezam os gestores de fundos encarteirados no papel, mas, temos, como pequenos investidores, que avaliar tudo com extrema parcimônia!

Penso particularmente, e baseado no pouco que sei e vi, que deveríamos investir mais no fortalecimento de uma matriz energética alternativa, usando fontes limpas e renováveis, como o "embarreirado" biocombustível, a energia solar, a força dos ventos, das marés, tudo aquilo que abunda (ops) naturalmente em nossa tupiniquinsland.

Mas quem sou eu para achar alguma coisa. Afinal, o que eu acho não vale muito mesmo! Mas tem sempre algo além que os colaboradores do Monitor Financeiro enxergam na minha frente! ^v^

17.11.08

Markets and Facts


O fato é que o mercado continua em uma maré ruim, que é reflexo do que passa a economia mundial. Uma crise que começou no âmbito financeiro mas envolve fatores conjunturais e estruturais bem mais delicados.

Hoje foi a vez do Japão entrar tecnicamente em recessão. Após encolher seu PIB em 0,9% no trimestre anterior, agora, com a baixa de 0,1, ratificou as condições para assumir o quadro recessivo.

Empresas transnacionais registram amargas perdas que resultam em cortes nos postos de trabalho. Algumas ainda mostraram lucros recordes, mas frutos de exercícios passados. O problema é daqui para a frente. Dolar pressionado, preço do óleo despencando pela redução do consumo, e as grandes economias cambaleantes.

O encontro do G-20 não serviu de muita coisa em época de transição na liderança do maior de todos os países. O Bush nunca se pareceu tanto com a rainha da Inglaterra. Fez pose de estadista, mas seu poder de decisão está quase nulo. Demonstra mesmo estar apenas esperando seu cadafalso para o ostracismo. E a história vai julgá-lo, talvez como o pior de todos os presidentes dos EUA. Mas as páginas deste livro estão sendo viradas... e agora fica a expectativa pela retomada das reuniões na OMC.

O Brasil continua no dilema entre ajustar os juros e conter a inflação, mas serão os investidores - liderados pelo movimento na matriz de Wall Street - que vão dar a tônica das bolsas. E a percepção deste encontro dos líderes das 20 maiores potências (?) - entre emergentes e decadentes - é de que pouca coisa concreta ficou definida, e produziram mais uma lista de intenções (47 medidas) que deve trazer mais rigidez aos controles e regulamentação para o funcionamento dos mercados.

Onde podemos deixar nosso dinheiro rendendo de forma segura? Como vai ficar a questão do crédito? E a volta da liquidez? Renda variável envolve mais riscos, e a seleção dos ativos torna-se, cada vez mais, imprescindível. Quais serão os safe-sectors (se é que com esta crise isto existe!).

No Brasil, temos um sólido sistema financeiro (que está se redesenhando com fusões e formação de novos conglomerados buscando seu fortalecimento), ainda temos algumas empresas enxutas com foco voltado para o consumo, e as prestadoras de serviço - na geração e distribuição de energia, como também o setor de telecomunicações - com suas tarifas reajustadas por contrato e base de clientes consolidada. No pregão da Bovespa o índice (IBOPEVA?) cai e as ações da ELET, CESP, TBLE, CPFE (entre outras elétricas) valorizam, assim como LAME, PCAR e as empresas de telecom BRTP, TIM, VIVO, TMAR. Sem falar da Embraer, com novos contratos e melhora no câmbio (para quem exporta).

Fly by night, fly to quality...

Melhor andar pela sombra do que no fio da navalha! ^v^

Mais no Fórum Monitor Financeiro


16.11.08

O Papel da Mulher nos Investimentos

Ultimamente, com a crise que assolou os mercados financeiros, muitas empresas redirecionaram (chegando até a cortar) parte de seus investimentos futuros.

Em regra geral, dos períodos de dificuldades é que surgem as melhores chances para uma reflexão que oriente novas posturas e conduza ao crescimento, fazendo despontar novos líderes e potências econômicas.

Tanto no que diz respeito ao mundo corporativo como às finanças pessoais, as adversidades podem ser vistas como oportunidades de evoluirmos e nos fortalecermos diante os novos cenários. E cada vez mais torna-se relevante o papel da mulher no mundo atual, seja como mãe, chefe de família, profissional competente e gabaritada.

Também em relação aos investimentos elas vêm assumindo uma posição cada vez mais participativa e influente nas decisões que envolvem a utilização do dinheiro. A educação financeira é para todos. Batom e cifrões combinam sim!

E os artigos de Álvaro Modernell e Marisa Gabbardo - da equipe Mais Ativo$ / Educação Financeira - republicados no Monitor Investimentos, reforçam esta tese!

Santa Elisa Vale, Aracruz, Sadia...e a falta de informação!!!!!!

Um aspecto muito importante da atual crise das empresas está na falta de informações sobre o andamento do mercado. Desde 2 de maio indicadores técnicos demonstram que o dólar teria este comportamento que levou a esta situação.

Fiz uma serie de análises em meu Blog e tenho acompanhado com atenção este cenário entre outros.

Dêem uma olhada no blog especialmente na seqüência de analises sobre o Dólar: (Analises Dólar).

14.11.08

Aqui jaz a série K

De KILO... perder peso é sempre bom, mas dinheiro não é não!

Esgotando o tempo regulamentar, segunda-feira não haverá prorrogação...


Aquela (a opção) que puder ser exercida vai ser transformar em papel... o resto vira pó!

Pelo jeito, apesar desta melhora súbita que está se tornando rotineira na segunda parte do pregão em Wall Street, aqui não tivemos como acompanhar. A Vale e Petro, grandes carros-chefe do Ibovespa - IBOPEVA? - continuam sentindo o peso do preço das commodities (e a força da gravidade).

Ficamos pela K20 na Petro, exceto caso um feroz ataque dos vendidos em fúria resolva fazer dela um exercício português, ora pois! Aqui jaz a K22, sem chances de ser ressuscitada!

Na Vale, será que salvarão a K24? Ou será mais uma a "empoeirar" o cemitério nos minutos finais. Ela está bem próxima de receber a extrema-unção. No máximo pode ser exercida por algum "gajo" desavisado, que queira pagar as corretagens e encarteirar o ativo.

No mais, semana que vem a história é outra... ou pode continuar a mesma.

Afinal, tem muita gente que adora um flashback. Mas nem tudo...

VALE A PENA VER DE NOVO!

Bom final de semana aos amigos e leitores do Seagull Trading

E também aos que colaboram no Fórum do MI!

Abs ^v^