30.9.09
Expectativas
Quanta gente caindo na "real"...
O que dá motivos para pensar, caso se estabeleça um consenso de que o mercado está puxado, os preços superavaliados, as bolsas vão cair, etc, é tudo que as bancas querem para continuarem esticando a corda até sua exaustão. É preciso sair em cima de alguém, e, pelo volume que eles operam, não há como reverter em pouco tempo tamanha posição.
Fatos: apesar da revisão favorável, hoje, ao PIB americano no 2º trimestre, o sentimento do consumidor demonstra queda de confiança, o preço das casas sofreu nova queda, e, além das taxas pífias de crescimento (sempre revisadas por critérios não muito claros), o nível de emprego, maior propulsor do consumo - que move a economia, continua crítico.
E o Brasil? Muito confete tem sido jogado em cima do nosso país, como lider na retomada da AL, mas teremos um ano eleitoral pela frente. Apesar de todo incentivo empenhado, que inclui a redução provisória do IPI (para a industria automobilística) e materiais de construção, teme-se pela tal bolha imobiliária. As ações de construtoras andam patinando ultimamente, o o setor é o responsável por grande parte da criação dos postos de trabalho.
Acho que falar das ingerências políticas é ser repetitivo... pensamentos retrógrados, que visam aumentar a participação do Estado (mal focada) na reconstrução da economia - fato comum entre os países mais afetados pela crise.
Mas olha as diferenças: enquanto houve a necessidade de injetar dinheiro em bancos e seguradoras nos EUA e Europa, nosso sistema financeiro permaneceu sólido, onde apenas o BB teve que correr atrás do espaço perdido. A mossa carga tributária é mal aplicada. Os americanos relutam em aceitar um plano de Health Care proposto por Obama, mas o ensino é publico e acessível a todos. Aqui o orçamento só é utilizado para pagar emendas, aposentadoria integral dos servidores, políticos e magistrados. O rombo previdenciário é um absurdo, e não se fala mais em reformas neste sentido.
Conclusão: crescemos (menos do que os demais emergentes) neste período de fartura... por causa do atual governo, ou apesar dele?
Abs ^v^
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29.9.09
Alternativas de Investimento com baixo risco
Com a mudança nas regras dos copulsórios, melhora nos níveis de concessão de crédito e a inadimplência ainda sob controle (?), as ações dos principais bancos - BBDC e ITUB - apresentam boa valorização, apesar das correções no índice e aumento da volatilidade intradiária.
E pela redução nas taxas de juros, aliada à incerteza sobre a continuidade do rally nas bolsas, os investidores devem procurar alternativas aos títulos de renda fixa. Manter uma boa remuneração do capital aplicado, com baixa exposição aos riscos, é o objetivo de quem faz uma gestão conservadora de seu patrimônio.
Recomendação de Leitura
28.9.09
Fim de festa?
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Sinto informar mas os indícios gráficos apontam (na minha opinião) para um final de festa nesse espetacular "rally" de alta que tivemos nos últimos meses. Foram oportunidades espetaculares, que proporcionaram ganhos extraordinários no CP ou garantiram posicionamentos excelentes para o LP. Rally esse que não foi de continuidade, mas sim de recuperação "pós fim do mundo".
Podemos observar claras e importantes divergências baixistas pelo semanal do IBOV e das nossas principais Blue Chips. Só consigo visualizar algumas poucas oportunidades entre micos e algumas poucas empresas de menor porte. Além disso, muitos sabem que essas altas ou "soluços" nos micos sinaliza a fase final da tendência de alta. São os últimos espasmos do "smart money".
Mas isso é o meu sentimento e não significa muita coisa. Ou quase nada! É só mais um "achismo" entre esse mar de previsões que vai de uma alta até 250.000 pts ou queda até os 11.000.
Por outro lado, temos aí um terceiro IG que não sei se já estava "desenhado" nessas divergências ou não (A lei da antecipação do mercado diz que sim!) e o famoso "rally de final da ano" que costuma ser de ganhos. Esses fatores podem dar uma "virada no leme", mas os sinais não são bons!
Então fica assim: Quem se posicionou está numa boa para o LP e pode escolher entre vender (com um baita lucro!) no início da confirmação da queda ou aproveitar o novo período de queda ou correção para aumentar posições em ativos estratégicos. Para quem opera no CP, olho vivo e faro fino! Bundinha na parede. Dedo no stop! Prudência e canja de galinha não fal mal a ninguém.
That´s it!
Bom início de semana à todos!
Poly
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Querem ler minha opinião, os demais comentários, e follow-ups...
25.9.09
24.9.09
O que importa é daqui para frente
Esse novo grau de investimento não muda (Moody's?) nada!
Eles que ficaram atrasados e perderam o timing...
O mercado tinha antecipado a recuperação ( corrigindo os exageros da queda) e já estava tudo precificado. O cenário é outro, não há o receio de a bolsa entrar novamente em parafuso, de ocorrer um novo crash. Ninguém espera outras baixas de 10% ao dia, com sequência de circuit breakers. A coisa amadureceu, principalmente no Brasil.
É aí que mora o perigo...
Continua AQUI
23.9.09
Ibovespa - Longo Prazo
Eu estava lembrando do Iggy: outro dia comentou sobre um spread que conversamos em 2007, dizendo que aos 60k era venda e a compra em 30.000 pontos. Certo que o IBOV ainda foi acima de 70. Mas nessa época (circulada em azul no gráfico abaixo), nem se sonhava com Investment Grade, e o índice estava na casa de 40k...
Pois eu fui fazer uma busca nos arquivos antigos do blog, e descobri que foi o Pelicano quem começou. Ele escreveu sobre onde estaria um possível topo - e o fundo do poço ( chegou bem perto!) .
Sem achismos... as indicações, conservativas, do STS:
Olhando para trás é tão simples... por que não seguimos aquilo que acreditamos??? Simplesmente, porque nossa percepção vai mudando da mesma forma que a bolsa se move.
E ficamos tentando nos ajustar aos pequenos movimentos, alternando timeframes, sujeitando as estratégias aos efeitos da volatilidade. Como somos volúveis... rs. Na contra-mão (ou não), em novembro de 2008, esta foi a Estratégia de Investimento campeã!
Antes eu tivesse feito um número muito menor de boletas, sem me preocupar em baixar os custos, e ficasse apenas com a leitura da floresta. Acertar nas estratégias não é fácil... mais difícil ainda é se manter fiel a elas, sem deixar os impulsos de curto prazo influenciar as tomadas de decisão. E olha que com os resultados obtidos não tenho do que reclamar. Mas sempre poderia ter sido melhor...
Vivendo (operando) e apendendo!
Mas e agora...??? Por enquanto nenhum sinal de venda (nesta periodicidade)... embora no intradiário a resposta tenha vindo mais rápido, e este patamar de 60k já deu um alerta!
Abs ^v^
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22.9.09
Já vimos este filme...
Por profiteer no Fórum Monitor
A agência de classificação de risco Moody's anunciou que passou a considerar a dívida do governo brasileiro em moeda estrangeira como grau de investimento, com perspectiva positiva.
Isso significa que os papéis do Brasil são confiáveis para investir.
Segundo os profissionais de mercados, muitos investidores já estavam antecipando o upgrade do Brasil para grau de investimento pela Moody's, que elevou de "Ba1" para "Baa3" o "rating" atribuído à dívida soberana do Brasil.
Esta é a quarta agência a alçar o país ao grupo dos países considerados confiáveis para investir. Entre abril e maio de 2008, o país recebeu de três fontes diferentes o tão sonhado grau de investimento.
Primeiro, em 30 de abril, foi a Standard & Poor´s. Menos de um mês depois, a agência canadense DBRS tomou a mesma decisão. No dia seguinte, a Fitch também concedeu o grau de investimento.
O mercado antecipa e depois precifica!
E a Petro-Sal vai ter que escolher outro nome...
Começou mal... depois de muito propagandearem esta marca é que descobriram já existir uma empresa no RN (Mossoró) - fornecedora de equipamentos para máquinas de exploração de petróleo e sal - com o registro do nome.
Agora a Dilma diz que pode ser "Petroqualquercoisa"... vale tudo!
O importante é faturar os dividendos políticos e não perder a eleição.
21.9.09
Bovespa sobe na contra-mão de Wall Street
Uma enxurrada de recursos novos ingressou no mercado acionário paulista nesta segunda-feira, após o exercício de opções, fazendo a bolsa paulista descolar da orientação internacional negativa e fechar no azul, apoiada nos ganhos das ações de empresas de metais.
Depois de ter chegado a cair mais de 1 por cento pela manhã, o Ibovespa ganhou fôlego à tarde, para fechar valorizado em 0,37 por cento, aos 60.928 pontos. Os R$ 3,32 bilhões do vencimento de opções sobre ações turbinaram o giro financeiro, que somou 8,65 bilhões de reais, um dos maiores do ano.
Para profissionais do mercado, alguns investidores preferiram esperar a conclusão da disputa entre comprados e vendidos pelos contratos de opções para montar suas apostas. Passado o vencimento, o mercado doméstico assumiu tendência contrária às perdas de Wall Street e das commodities como petróleo e metais.
"Entrou dinheiro de investidor que está se antecipando à possível elevação do rating do Brasil pela Moody's"
Investment Grade 3 ??? Dolar pressionado???
O FMI anunciando que vai vender ouro???
Bovespa na contra-mão de WS ...
lá cai por mineradoras, e aqui sobe com ações de metais???
Esse negócio está esquisito... só falta os micos andarem...
e as ações da Kepler Weber mexeram hoje +31%??? Vixe!!!
KEPL3 - gráfico semanal
Enquanto isso, o presidente do BC, Henrique Meirelles afirma que os níveis de concessão de crédito já voltaram ao patamar pré-crise, ensaiando sua iminente despedida:
Ele citou dados sobre as operações da instituição no mercado de câmbio para mostrar que a autoridade monetária brasileira já passa por um processo de saída automática dos estímulos, com redução do seu balanço.
Questionado sobre sua possível filiação a algum partido para eventualmente concorrer a algum cargo político no ano que vem, Meirelles afirmou que deve tomar sua decisão até o dia 2 de outubro.
Sobre notícias publicadas na imprensa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para ele permanecer à frente do banco, Meirelles não foi conclusivo. (Informações Reuters)
16.9.09
Orçamento e Investimentos
Contudo, como é notório, economia e política andam de mãos dadas. Agora mais do que nunca, com a participação dos Estados e bancos centrais no esforço para o controle da crise financeira e seus efeitos.
De fato, pouco investimento foi feito no Brasil. A tendência de recuperação no PIB foi promovida por benesses a determinados setores, aliada aos cortes nos juros, que impulsionaram o consumo e endividamento das famílias. Este foi o grande propulsor do crescimento no segundo trimestre/09.
Agora estamos no final do ano que antecede as eleições majoritárias. Se já jogavam para a torcida, agora então, vão ficar de costas para o campo, de olho apenas na arquibancada. O pré-sal foi a bandeira escolhida, e com isso lembraram da necessidade de refazer as forças para defesa nacional. Os EUA estão montando uma base na Colômbia, e com o anúncio da compra de caças e submarinos para proteger nossas reservas de petróleo, até a Venezuela já se acordou com os russos para reforçar seu arsenal de armamentos.
Mas onde está o verdadeiro perigo? Recebi um email impressionante contando experiências de um funcionário público designado para trabalhar no estado de Roraima (posso disponibilizar a leitura para quem tiver interesse). O fato é que a "picanha-azul" - como chamam os churrasqueiros do Planalto a área com jazidas do pré-sal - ainda é uma riqueza submersa, que vai levar tempo para se tornar produtiva. Falam até na reativação das usinas nucleares em Angra. Mas os projetos de combustíveis limpos ficam relegados a planos inferiores.
Enquanto isso, a Amazônia está sendo invadida por estrangeiros. E o que resta de terras fora das reservas indígenas vem sendo tomada por queimadas, roubo de madeiras e devastações para uma agropecuária mal planejada.
Pior do que isso, o nosso maior inimigo real não está no Iraque ou Afeganistão. Nossa guerra diária é aqui, "dentro de casa", a violência urbana, onde morre mais gente do que nas trincheiras de combate. Gastar bilhões com a frota marítima e aeronáutica é muito importante, mas será que está sobrando dinheiro? De que adianta exigir tranferência de tecnologia (???) se não tivermos condições de dar continuidade ao desenvolvimento e pesquisa, não investirmos em formação de profissionais, treinamentos específicos para plena utilização dessas "ferramentas" de última geração. Logo, com o rápido avanço do conhecimento, tudo estará ultrapassado e as novas aquisições se tornarão obsoletas. O próprio avião F-18 Super Hornet, principal objeto da disputa com o Rafale francês - eventual vencedor da concorrência (carta mais que marcada!) - já está com sua linha de montagem sendo substituída pelo F35 Joint Strike Fighter- como bem lembrou o colega MACMAX no nosso Fórum MI.
Mesmo que se desconsidere as premências em termos de saúde e ensino - passaportes indispensáveis para nosso ingresso no mundo desenvolvido - a questão de segurança interna não pode ser negligenciada. O Brasil vai sediar a Copa do Mundo de Futebol, o Rio quer as Olimpíadas, mas será que o cidadão comum vai sobreviver até lá na luta desigual contra esta guerrilha de marginais? Prédios são invadidos, pedestres mortos em assaltos, motoristas têm seus carros alvejados por balas (ou pedras!!!) nas principais vias de circulação da cidade, todos são alvos de sequestros (relâmpagos - e trovões)... quem pode se salvar?
Onde está o dinheiro para reaparelhar a polícia (ou reposicionar o Exército?) nesta luta contra o inimigo oculto e anônimo com que dividimos as ruas, o criminoso bem armado que invarialvelmente fica impune - a exemplo dos bandidos réus-confessos, não sentenciados em outras esferas.
Enfim... e ainda temos que pagar por tudo (ou nada!) disso. Afinal, o orçamento do governo é feito com base na arrecadação. Os impostos dos contribuintes. Então estamos todos, diretamente, patrocinando as decisões "absolutas" do presidente, e contribuindo para a campanha sucessória em 2010. Tenha votado nele ou não...
Isto que parece um mau investimento!
Vai subir para sempre?
O fato é que o IBOV chegou a 60k... alvo de muitos analistas para o final de 2009. E logo começam os períodos de festa. Atualmente, ainda estaríamos na fase ruim do mercado. Setembro historicamente é um mês fraco nas bolsas. Como tudo parece fora da ordem...
Hoje divulgaram a criação de mais de 240 mil vagas de trabalho em agosto no Brasil. Que maravilha! Enquanto a Grã-Bretanha atinge seu recorde na taxa de desemprego, aqui, o apelo do presidente para as famílias consumirem, embalou esta recuperação.
A taxa de investimento continua baixa, a indústria se arrasta, mas a população contribui para os números favoráveis na chegada do ano eleitoral. Com tanto incentivo patrocinado pela renúncia fiscal. O governo perde em arrecadação e vai deixar o rombo crescer no orçamento.
Se até os EUA estão aprendendo a fazer poupança, e o seu déficit (gêmeos) continua nas alturas, por que os brasileiros são instigados a gastar aquilo que não têm?
Enfim... para quem especula não há do que reclamar. Basta seguir nesta trilha até onde ela nos levar.
Abs ^v^
14.9.09
Energia do Futuro
Hoje não foi diferente:
Petrobras encontra óleo em mais um poço na Bacia de Santos
A Petrobras informou nesta segunda-feira que comprovou a ocorrência de mais uma jazida de óleo e gás nos reservatórios do pré-sal do bloco BM-S-9, em águas ultra-profundas na região da Bacia de Santos. A descoberta ocorreu em um poço denominado informalmente de Abaré Oeste, a cerca de 290 km da costa do Estado de São Paulo, em lâmina d'água de 2.163 m.
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Curiosamente, um colaborador (El Cid) postou no Fórum Monitor, uma interessante matéria publicada no site Biodiesel BR:
Meio ambiente apressa pré-sal
A grande dúvida é se devem guardar o petróleo, porque os preços podem ficar mais altos; ou utilizar agora, porque as energias alternativas vão ganhar cada vez mais espaço?
Mudanças na matriz energética são fatos históricos. A era do carvão, que pontificou no século XIX e foi determinante para o progresso de Inglaterra e Alemanha, foi destronada pelo petróleo a partir do início do século passado, que impulsionou os Estados Unidos. Atualmente, a discussão sobre meio ambiente nunca esteve tão em voga.
Ainda na reportagem, Barack Obama é citado por lançar novos padrões de emissão de gases causadores do efeito estufa para veículos automotores e metas de eficiência no consumo de combustível, para ajudar a livrar os EUA de sua dependência de derivados de petróleo. O presidente americano se referiu ao plano como uma virada histórica em direção a uma economia de energia limpa. Ao mesmo tempo, o Brasil estimula o uso dos biocombustíveis, como etanol e biodiesel.
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Eu acho que existem dois enfoques: um que faz apressar a exploração do pré-sal antes que a atratividade pelo óleo (e seu preço) diminua; outro que atrasa a pesquisa, o desenvolvimento e uso de novas fontes renováveis de energia.
O petróleo sempre terá muitas utilidades em outras áreas (i.e petroquímica), mas como combustível - e na composição da matriz energética, parece estar com seus dias (ou anos...) contados.
Para quem tem visão de curto-prazo (eleições de 2010) vale a pena comprar o risco de uma posição soberana e ufanista, colocar em prova o interesse dos investidores e parceiros, e apostar no blefe de ser autônomo em tecnologia. Acreditam que os atuais mandantes vão ficar para sempre no poder e receber o bônus - para compartilhar com o "povo" brasileiro (ou apenas seus aliados políticos?) - caso contrário, quem vai pagar a conta serão outros: todos nós!
11.9.09
Brasil sai da recessão
A recessão técnica, de acordo com economistas, configura-se quando uma nação registra contração da economia por dois trimestres consecutivos. No Brasil, isso ocorreu no quarto trimestre de 2008, quando o PIB ficou negativo em 3,6%, e no primeiro trimestre deste ano, quando a retração foi de 0,8%. Como o país cresceu, segundo os números apresentados hoje pelo IBGE, estamos de fato livres da crise?
Na comparação anual, no entanto, o PIB ainda mostra retração: queda de 1,2% sobre o segundo trimestre do ano passado, quando a economia ainda não havia sido atingida pela crise financeira mundial.
Então, nossos problemas acabaram...???
Agora só falta combinar com o resto do mundo para resolver a questão dos empregos, moradias e o deficit nos EUA (com todo aquele dinheiro fabricado) - bem como na Europa - além de assegurar a manutenção do crescimento na China.
9.9.09
Ouro Spot na BM&F

As cotações costumam seguir baseadas no preço praticado na Comex, em NY, com duas conversões - de onça troy para grama, e de dolar para real - o que pode causar eventuais distorções momentâneas. Como exemplo, a onça de ouro estava saindo por U$990, enquanto uma grama no Brasil era negociada a R$58,750. Multiplicando este valor por 31,10 (oz troy ~ g), isto equivale a R$1.827, na paridade com o câmbio no dolar paralelo.
Os contratos também servem como garantia para operar outros futuros na BM&F, e na Bovespa, funcionando, inclusive, como margem em opções travadas ou descobertas.
Não deixa de ser uma boa forma de diversificação, e um investimento que costuma ser um refúgio para oferecer segurança nos momentos de maior volatilidade nas bolsas de valores.
Leia mais no artigo "Como negociar Ouro"




Realizar antes ou devolver lucros?
Sobre essa discussão, levantada no Fórum MI, eu tenho uma opinião formada. Não sendo o caso de um investidor buy and holder, o trader - especulador - sempre vai ficar sujeito a isto.
O que mais vale é seguir o plano, para não ficar depois com arrependimentos. Como no jogo de poker, se vc faz uma aposta certa, e perde porque o(s) outro(s) tinha(m) melhores cartas nas mãos, faz parte. Muitas vezes acontece de perder por jogar errado, ou ganhar menos do que poderia pelo fato de arriscar poucas fichas.
O que é pior (ou melhor)?
Entrar em uma ação na hora certa, experimentar uma valorização rápida, realizar o lucro, e ver o papel continuar subindo; ou, ao perceber uma subida instantânea - na ordem de 20 a 30% - em poucos dias, segurar a posição, não apropriando os lucros, e depois ver o ativo corrigir, devolvendo todos os ganhos ao mercado?
Por experiência própria, eu digo aqui para os amigos. Nesta recuperação eu acertei muitas vezes o exato ponto de saída. Em outras situações vendi antes. Não faltam exemplos, que comentei em tempo, como (apenas para citar algumas) foram os casos das entradas em BISA, a 1,99; MMX (2,80); BIC , FHER e MAGG (faixa de 5); GGBR (12); PETR (20); VALE (23)... todas - compradas nessa média - com resultados muito lucrativos, que mesmo depois de ter os seus ganhos apropriados continuaram subindo. Fazer o que? Do meu bolso este dinheiro não sai mais!
Em mim, dói mais quando vejo um papel estourar, não realizo o lucro, e fico vendo a cotação voltar.
Portanto, a mesma estratégia que considera os motivos de entrada, o ponto de compra, etc, deve contemplar um alvo, onde, a partir de então, passa-se a utilizar stops móveis. Mesmo assim ninguém estará livre de um violino (vivo ouvindo este som... rs).
Ou então segura as pontas e vai levando NON-STOP... ! ;-)
Abs ^v^