

Qualquer semelhança pode ser apenas coincidência...
Para ficar claro.
Sei que pode parecer difícil de entender... mas é tão fácil.
Meu perfil operacional está de fato mais voltado para estratégias de curto e médio prazo. Não sou um investidor (exceto em algumas raras situações) de ficar encarteirado. Posso, como ocorreu durante a fase crítica da queda, assumir uma posição bastante alavancada em relação a todo o patrimônio. Mas são momentos de extrema distorção que me levam a "arriscar" mais nestas oportunidades.
Mais do que isso, não costumo ficar aqui, ou qualquer outro lugar, alarmando as pessoas com a minha visão do mercado. Muito menos enviando emails de alerta para os amigos... o máximo que me permito é, dentro de toda parcimônia que adoto, responder atenciosamente toda solicitação ou questionamento que chega a mim.
Tampouco fico sugerindo "entradas ou saídas" no curto prazo. Guardo isso exclusivamente para meu uso.
Enfim, como sei que muito do que é compartilhado espontaneamente sofre distorções, seja por pouca capacidade de entendimento ou mesmo má-fé, vou postar um gráfico que resume a minha leitura e posicionamento macro em relação à Bovespa - apesar disto ser apenas uma foto, que espelha diretamente o desempenho dos mercados globalizados (ou alguém ainda acredita em decolamento?)
Para fins didáticos e facilitar a visualização, estou postando o gráfico em escala linear - ao contrário do log que utilizo para minhas tomadas de decisão nesta periodicidade- apenas para dar uma noção das faixas operacionais que adoto como balizamento na leitura de mais LP.
Portanto, entre as linhas verdes foi quando eu, efetivamente, comecei a comprar mais ações do que mantenho habitualmente na proporção dos meus recursos destinados a investimentos - seja em RV, titulos públicos, CDBs, commodities (ouro, prata, etc). Ao cair abaixo de 42k, propus a estratégia "Seagull Decade", na qual fui aumentando os lotes até o índice atingir seu fundo em 30k, e continuei comprando na volta até 36 mil pontos, somando um financeiro que dificilmente eu aloco em bolsa.
Como a posição estava carregada, uma parte dos lucros foi apropriada no topo desse caixote. Depois entramos nas faixas amarelas, onde mais uma tanto foi vendido aos 53k - quem lembra do primeiro alvo da pipa? - quando se desenhou um OCO. Como este target foi superado, surgiram novas entradas, nos mesmos (pagando mais caro), como também em outros ativos (a preços mais convidativos).
A projeção seguinte seria em 67k. Mais uma rodada de realizações... daí em diante nada foi acrescido à carteira, e, ate os 70+ (faixa vermelha) foram apenas tiros curtos, alternados entre a compra e venda. Acima disso só mesmo vendas... umas deram certo, outras foram estopadas!
Mas e aí... aí que continuamos vivos no mercado, capitalizados, e girando sempre que aparece uma chance.
Como atualmente estou envolvido também com outros projetos fora da bolsa, minha atuação ficou reduzida. Mas continuo acompanhando sempre que posso... apenas o que me interessa. De resto, que cada um cuide do seu dinheirinho, porque o meu continua sendo preservado!
Pouco risco, pequenos ganhos, e sempre prosperando, consistentemente. Isso é o que eu considero a fórmula do sucesso para se ter vida longa no mercado!
Abs ^v^
"Conjugados com as vulnerabilidades que subsistem no sistema financeiro, os efeitos colaterais dos cuidados intensivos (à economia mundial) aplicados durante um período tão logo podem criar riscos de recaída", enfatizou nesta segunda-feira o PBI em seu informe anual.
Segundo a instituição que reúne os bancos centrais mais importantes do mundo, "os programas de apoio aos mercados e aos estabelecimentos (bancários) criaram uma dependência da qual o sistema financeiro corre o risco de ter dificuldades de se libertar".

Objetivos do curso: ideal para operações de compra no médio prazo (3 a 6 meses) e longo prazo, bem como para identificar shorts (venda a descoberto) no curto prazo, com acurada noção de risco. O curso será experimental, podendo ser o primeiro e eventualmente o último, a depender da avaliação dos alunos e do próprio KB.
Contato: email do KB


Estes são os traços que considero mais importantes no atual quadro.
TH, o Box - a grosso modo, entre 60 e 70k - o último fundo (mais baixo que o anterior) aos 58k, e uma linha inclinada do pescoço de um "suposto" OCO, passando agora por 55.000 pontos.
Apenas a minha leitura do gráfico diário na escala logarítmica.
Abs ^v^
E o balão (do IBOV) vai subindo... puxado por Vale, e sem a ajuda de Petro que empacou nos 30 - apesar da recuperação no preço do óleo.
DJ voltou a trabalhar acima dos 10k, superando essa importante resistência (mesmo que psicológica)... surpresa foi a divulgação da alta na produção industrial da Europa (0,8%), acima das expectativas. Mas seus principais países continuam fazendo regime. Depois da Alemanha anunciar cortes de gastos, agora foi a França que colocou a tesoura para funcionar.
Como no futebol - com a Copa do Mundo mostrando baixo nível técnico - o mercado também parece uma caixinha de surpresas. A todo momento uma nova leitura - muitas vezes contraditória em relação ao dia anterior.
Abs ^v^
Primeiro foi crise financeira, restrita ao sistema, que ficou inundado por derivativos fictícios, contaminando bancos, instituições e afins... fizeram uma tentativa de contornar os problemas injetando dinheiro (sem lastro, impresso a rodo pelas fábricas de moedas) e acabaram criando mais liquidez, embora totalmente artificial.
Com isso, o capital esperto fez com que o mercado se antecipasse e uma onda instantânea trouxesse alento às bolsas... os emergentes foram invadidos, a prova foi o fluxo de entrada de recursos. E este continua firme?
Agora chegou a hora de pagar a fatura. A crise se transformou em uma questão fiscal, onde os países comprometeram suas contas (maquiadas?) e terão de se submeter a pacotes impopulares e não medir esforços para reestruturar suas economias.
Isso pode ser resolvido iminentemente? Tudo é possível... mas o que se desenha é um movimento de redução nas transações comerciais, e substancial declínio do PIB mundial. Assim, poderemos perceber seus desdobramentos, também, através do preço das commodities...
O que aconteceu rápido na formação do V(?) tem chance de se tornar um W(!)... mas isso pode demorar um par de anos, ou até mais. Da mesma forma como eu também posso estar errado. O certo é que procurar fundos, apostar em suportes, etc, a esta altura, costuma ser uma tarefa inglória. O Brasil dificilmente vai se descolar dos mercados globais, se a Europa e os EUA padecerem com seus deficits. E negociar com a China, sozinha, não adianta... muito menos fazer parcerias com o Irã.
Pois bem, tivemos 6 dias de quedas, uma baixa considerável no patrimônio dos grandes fundos, o dolar recuperou valor (ou foi o euro que perdeu?)...
Aqui tentam passar a ideia de que vivemos em um oásis de prosperidade. Nada incomum para ano eleitoral, onde o governo aparelhou as estatais, exerce forte influência sobre a mídia (a parte vendida), e os poucos que pregam contra o partido sofrem um assédio moral, perseguições, questionamentos descabidos, e tentativas de desmoralização.
O Dolar subiu, mas o Real ainda continua apreciado... e nada impede que a Bovespa tenha um repique aos 58 ou 55... como também continuar descendo até 53, 48, 42, 38... para depois avançar sobre os 150 mil... OK. Mas quanto tempo isso vai levar, já que tudo é uma questão de timing?
Caro ou barato (pela AF), topo ou fundo (segundo a AT), crescimento ou retração (de acordo com as notícias)...
Cada um na sua! E que se faça a melhor escolha!
Vai perdendo valor a cada dia. E ainda tinha gente dizendo que a bolsa estava acumulando no caixote... esquecem que em uma congestão tanto pode acumular como distribuir. Coitados dos seguidores desses "analistas".
Depois que (quando) voltar a subir todos aqueles que estavam alegres (???) voltam à euforia, e a cantarolar seus mantras: "vai bombar, vai subir para sempre, compre batom, compre batom..."
E assim começam a recuperar o tanto que perderam - mesmo que contabilmente. Afinal a gestão do patrimônio também exige uma contabilidade. E mesmo que devolvendo lucro, um drawdown de 10, 20, 30, 40% não é nada agradável. Onde é que isso vai parar?
Se eu - que uso como parâmetro do capital aplicado o valor máximo atingido em mercado, mesmo ainda com um pequeníssimo montante em ações que não stopei, já fico chateado em perder uma merreca, fico imaginando os holders, com milhões na bolsa, olhando as coisas seguirem nesta direção... ah, mas continuam ganhando os dividendos. Melhor refazerem essas contas ...
Realmente é para analisar se vale a pena ficar agarrado a todo e qualquer tipo de papel, ou se desfazer de "apegos" com o objetivo de recomprar tudo mais embaixo, a custos menores, e ainda aumentar os lotes. Isso parece racional?
Enfim... uma hora eles acertam!
A Grécia recebeu a primeira parcela da ajuda internacional para saldar dívida de 8,5 bilhões de euros que vence amanhã. Mas o presente (de grego) foi de 14,5 bi, ficando uns trocados para a caixinha...
Ninguém está fazendo caridade, sabe-se que a sobrevivência da moeda e comunidade europeia dependem disso... além do mais tem grandes bancos americanos envolvidos nos rolos!
Mundo globalizado é isso... espirram ali, vira uma gripe acolá. Já tem gente com febre... e pacientes quase desenganados. Mas quem preferir a enganação, e achar que tudo é manobra orquestrada com a finalidade de manipular o mercado, considerando que são crises meramente "fabricadas" apenas para desestabilizar a economia mundial, e que as coisas estão boas... a história, um dia, vai registrar a verdade em seus livros.
Mas com uma coisa eu concordo: esse dinheiro é todo virtual, não tem mais lastro, é o tonner das impressoras que não acaba...
Continuamos naquela fase de ajustes e indefinições. A Bovespa conseguiu recuperar parte do fôlego, voltando para cima de 62.000 pontos, enquanto o DJ vai testando a barreira dos 10k - neste momento como resistência...
E a Europa? Com o anúncio dos cortes em investimentos e austeridade fiscal na Alemanha dá para perceber que a comunidade do velho continente passa mesmo por sérias dificuldades. Não bastassem os países encalacrados, agora a sua maior potência resolve colocar o pé no freio (ou puxar a alavanca de mão?)
Enfim, nas bolsas, podendo operar em duas pontas, sempre haverá uma brecha para tirar uns trocados. O problema é com a turma que se acostumou a só ganhar nas altas (onde ganha "quase" todo mundo), que faz um verdadeiro alvoroço nos fóruns e blogs, entusiasmada com sua performance, mas, quando os índices param de subir logo arrefece seu ânimo... se houver uma queda prolongada então, ninguém fala mais nada.
E assim caminha o mercado, para um lado ou para o outro... melhor que volte a subir o quanto antes!
Abs ^v^