Plus500

28.11.11

Bright Black Friday


Se existe uma comemoração yankee que eu acho legal é o Thanksgiving. Para um país que procura refazer sua identidade e não possui um elevado padrão cultural, o povo americano anda carente de motivos para ficar feliz. Mas esse dia de Ação de Graças ainda desperta no íntimo de cada cidadão um sentimento de confraternização e solidariedade. Quem paga a conta é o peru, que morre de véspera, sacrificado para servir à boa mesa, e saciar o apetite das famílias tão penalizadas com a crise econômica.


Um expressivo resultado na queima de estoques dessa 6ª feira (Black Friday) depois do feriado nos EUA costuma ser um termômetro do que o comércio pode faturar com o Natal, a melhor de todas as datas em volume de vendas. Onde os gastos dos consumidores respondem por 2/3 do PIB, uma movimentação positiva neste segmento influencia diretamente os mercados. E foi o que se viu... um alento.

Junte a isso uma expectativa de que os países do Euro finalmente se acertem e os bancos centrais arranjem uma fórmula para manter a comunidade em torno da moeda única, apesar de todas suas diferenças.

No Brasil as coisas sempre parecem melhores (???), mesmo com os ministros sendo flagrados em atos contra o erário. Mas são todos indestrutíveis, não se entregam nem à bala, carregam dinheiro nas meias, cuecas, guardam em colchões, garagens, andam de helicóptero e aviões... e o país afirma que pode manter um ritmo de crescimento na faixa de 3,5% em 2012.

A "mancha" em Brasília talvez seja ainda maior do que a do último vazamento de óleo na Bacia de Campos. Será que os estados "não-produtores" - que tanto querem se beneficiar dos royalties - vão entrar no rachuncho dos prejuízos (naturais e financeiros) do Rio de Janeiro? Olha, na imagem de um satélite da NASA abaixo, o tamanho do problema que a Chevron nos arrumou.


Enquanto nos EUA a economia é aquecida pelos gastos consumidor, aqui ela é movimentada às custas do povo. Haja impostos, gastos injustificados e desvios de verbas para sustentar essa farra!

Enfim, se a tendência é de alta, bom estar comprado; se é baixa, ficar vendido; e com mercado de lado, o melhor a fazer é se preservar. Independente do produto que se esteja operando.

Ainda bem que o mercado não se restringe à renda variável... pior para os que vivem exclusivamente de bolsa, sorte dos que vivem desses aí. Comprando e/ou vendendo, as corretagens estão garantidas, as devoluções também, então fica sendo muito conveniente sugerir uma nova carteira "recomendada" a cada mês.

Procure o seu gerente... mas é bom já saber antes o que você quer que ele faça com os seus investimentos! E vamos para mais um respiro... que o espírito de fim de ano ilumine o coração de todos.

10.11.11

As ruínas do berço da civilização


A estabilidade do euro continua seriamente ameaçada com a situação econômica da Grécia e Itália (sem falar em Irlanda, Espanha, Portugal...), e os reflexos se estendem por todo mundo globalizado. Mas o buraco é mais embaixo. Adaptando o ditado: sempre foi difícil agradar a gregos e "romanos", não seria agora com "Paparoulas" e "Berluscornos" da vida que a coisa iria funcionar direito.


Até a nata está em polvorosa, com Obama e Sarkozy sendo flagrados pela escuta de um microfone supostamente desligado quando falavam mal do premier de Israel, Benjamin Netanyahu, que anda louco (literalmente) para atacar as bases nucleares do Irã, enquanto este país continua enriquecendo urânio, sabe-se lá para que fins. Ahmadinejah deve ser o próximo a cair. Mas quem está livre disso?

As bolsas que não são... embora no Brasil, onde tudo pode acontecer, a Bovespa que já vinha ensaiando uma recuperação, insiste em destoar (mas não descolar) do mundo civilizado. Sim, porque aqui não tem essa de "moeda podre", dívidas impagáveis, os políticos são honestos...

Se até o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, considerada a maior favela da América Latina, foi preso ontem enquanto fugia escondido na mala de um carro, escoltado por policiais civis e militares, conduzido por advogados e um funcionário do consulado do Congo (???) que chegou a alegar imunidade diplomática para não ser revistado, isto pode ser considerado um sinal de mudança dos tempos.

Sabe com quem está falando? Pois é, o povo ainda não sabe votar, e precisa urgentemente aprender a arte de se mobilizar. Não adianta pedir pelos estudantes baderneiros da USP, UNB, fazer passeatas contra a corrupção, marchas pela liberação de drogas ou por opções sexuais distintas. Tudo é uma questão de poder!

Mas será que ministro do trabalho só deixa o cargo abatido por balas de canhão? Disso - e de Halloween - a presidenta (sic) entende muito bem... que o diga o ex-indestrutível responsável pela pasta dos esportes. Chega mais, quem é o próximo da fila? Vamos esperar pela reforma do governo.

Política é um assunto podre, apesar da boa atuação (que grata surpresa) do Romário na câmara. Ele pode ainda não ser como deputado o craque que foi na grande área, mas ainda assim parece um arauto dos bons costumes. Fala Baixinho, é melhor ter a língua presa do que o rabo. O resto dos parlamentares querem é dinheiro e aparecer.

Podem aparecer... como o (des)governador do Rio, que só aparece na boa, em viagens à Paris, jatos particulares, ou helicópteros na Bahia - dessa ele escapou! Agora resolveu mostrar as caras e gastar dinheiro público fazendo um escarcéu contra a perda nos royalties do petróleo pelo seu estado-produtor.

Sendo assim, viva os sobreviventes. E eu ainda acredito que o nosso país passe bem (apesar dos pesares) por mais esta etapa da crise mundial.

26.10.11

Let's make money!

Depois de escrever um livro sobre as mazelas da "globalização", John Perkins expõe publicamente suas atividades em favor do poderio econômico.

Já ouviu falar em Corporatocracy?

Vejam esse vídeo com um pequeno trecho do documentário, e pesquise por outros do mesmo autor na internet.




(Alemanha, 2008, 108min. - Direção: Erwin Wagenhofer)

Documentário de altíssimo nível, essencial para se entender o mundo em que vivemos pela ótica financeira internacional. Dos mesmos criadores do documentário "We Feed the World".

Apesar de todo o velho discurso feito pelos neoliberais de que a globalização traria benefícios para todos os países ajudando a diminuir a pobreza no 3° Mundo, o que viu-se de fato foi em geral aumento desenfreado da miséria, onde o salário de um indivíduo geralmente mal cobre uma pobre subsistência.

O documentário mostra as chamadas "economias emergentes" por dentro, na visão de grandes investidores, bem como o cotidiano miserável dos homens, mulheres e crianças trabalhadoras nesses países.

Mostra também as idéias do Consenso de Washington, responsável pelas políticas liberais que moldaram nosso mundo econômico atual, assim como os mecanismos de colonização moderna como o FMI e Banco Mundial, perpetuando a injusta dívida dos países mais pobres em troca de suas riquezas. Explica o que são os paraísos fiscais, por onde passa a maioria do capital financeiro para encobrir os donos corruptos.

John Perkins, antigo assassino de economias, que também já apareceu aqui no documentário "The War on Democracy", explica detalhadamente como era o seu ofício de levar as riquezas de países de 3° Mundo, sob a supervisão das instituições internacionais.

Passa ainda pela miséria que aflora nos EUA e pelas raízes da crise econômica espanhola causada pela bolha imobiliária.

"Na privatização, a sociedade é privada de um determinado bem ou serviço público no qual um investidor está interessado por razões de lucro."

19.10.11

Juros e dívidas


Hoje termina mais uma reunião do Copom. E deve haver outro corte nas taxas de juros. Isto é bom?

Depende do ponto de vista... para o aplicador em renda fixa, a remuneração de seus títulos vai diminuir, para o governo o custo de carregamento da dívida também. Mas isso não é o mais importante... na condução da política monetária vários fatores são determinantes no resultado. Uma pena que as decisões tomadas atualmente tenham um foco mais político do que técnico.

Em um cenário de redução do ritmo da economia mundial (com riscos de recessão), tudo indica que o Brasil não vai conseguir atingir suas metas de crescimento no PIB, assim como deve estourar qualquer previsão inflacionária.

Mas, algum tempo atrás, havia quem se vangloriasse de acabar com a dívida externa. Embora, em essência, o fato seja positivo, considerando que o câmbio oscilou bastante neste período, podemos questionar o momento em que isso foi feito em função da paridade do dolar com a nossa moeda.

Ainda acumulamos reservas, que hoje chegam à casa dos U$450 bilhões. Se isto será suficiente para blindar o país no caso de um agravamento da crise internacional é outra estória. A verdade é que a dívida pública mobiliária vem aumentando assustadoramente em valores nominais - embora na relação com o PIB, o que seria mais representativo, ela estava decrescendo. Mas as projeções para 2011 já mostram uma inversão desta tendência, justificada pela mudança cambial.

Tomando por base a variação da dívida, podemos observar que ela dobrou nos últimos 10 anos, enquanto os juros - que vinham diminuindo - voltaram a subir. Para um governo que gasta a maior parte do dinheiro com programas assistencialistas (apesar da notável redução da miséria, mais eleitoreiros do que sociais) em detrimento de investir em estrutura e serviços básicos para TODA a população, realmente ninguém tem dúvida de quem vai segurar essa conta.

Dívida externa, dívida interna... a dívida é ETERNA! Simplesmente impagável.

Como é ruim ter que ficar batendo na mesma tecla! E o pior é saber que nas próximas eleições muito pouca coisa deve mudar. Triste sina de um país que se esforça em não ir para frente.

Então, vai fazer o que com seu dinheiro? Ações, títulos públicos, moeda estrangeira... cuidado para não investir em coisas podres!

Quer saber mais números sobre a dívida pública

14.10.11

Gestão Racional do Patrimônio

Nos últimos anos o que mais tem preocupado a cabeça dos investidores é a crise econômica. Dentre idas e vindas, tsunamis e "marolinhas", percebe-se que a situação é mesmo grave, e a possibilidade do mundo, iminentemente, mergulhar em um período de recessão mais profunda talvez seja o cenário mais plausível. E o que os cidadãos comuns podem fazer para buscar a melhor defesa do seu patrimônio?


Uma gestão equilibrada dos recursos. Mas para isso não existe uma regra geral, cada perfil demanda uma análise diferente e individualizada, em função dos objetivos pessoais, situação financeira, e principalmente, tolerância ao risco. Já passou da hora de refletir e tomar decisões importantes para a saúde dos negócios e bem estar das famílias.


Em um contexto "normal", para quem administra o patrimônio de forma conservadora, deve-se procurar manter uma distribuição equilibrada dos assets. Investimento é aquilo que gera renda, então preservar o cargo na empresa é o melhor a fazer neste momento, já que o salário é o provedor de boa parte da receita que custeia os nossos gastos cotidianos. Considerando que a estabilidade no emprego é coisa do passado - o que vale é o "trabalho" - os empreendedores, comerciantes e empresários também devem usar toda cautela no planejamento de seus negócios.



Enquanto os juros (reais) estiverem altos, muito capital estrangeiro ainda vai aportar em nossas praias atrás dos elevados rendimentos da renda fixa. Entretanto, depois da mudança de governo, a autonomia do Banco Central ficou reduzida, e mesmo com a perspectiva de que as metas inflacionárias não serão cumpridas, a taxa de juros já começou a fechar, seguindo determinação da maior autoridade monetária atual - o próprio Palácio do Planalto.



Continua...
Leia o texto na íntegra clicando no link abaixo



11.10.11

Ocupação total




E as manifestações do povo americano contra a ganância financeira já extrapolaram Wall Street. "Zumbis corporativos" ocupam vários quarteirões de NY, e os reflexos disso se espalham no velho continente - assim como pelo mundo todo.


Menos aqui, país da marolinha, onde tudo é festa, lotam as ruas com passeatas a favor da liberação de droga, pela diversidade sexual, mas quando o movimento é contra a corrupção endêmica no poder, são raras adesões. E ainda programam as marchas no meio de um feriado, na beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Depois reclamam que tudo acaba em Carnaval...

Bom, sobre o mercado... dizer o quê? Não há muito a acrescentar, tento não ser repetitivo, mas não tem jeito. As bolsas continuam mal... agências de classificação de risco rebaixam bancos, economias, reduzem instituições a lixo, como os "compradores" (cadê eles?) podem fazer os índices voltarem a subir? Com os repiques, a especulação, na contra-tendência, levantando para bater, mais uma vez. Muito improvável crer em uma reversão iminente.

Cheguei a conclusão que minha preferência pela condição de trader é muito mais função de não acreditar no sistema (da forma que está) do que mera alternativa, ou perfil de investidor. Observo os movimentos macro, e procuro, dentro deles, além de diversificar o portfólio, entrar e sair sempre que possível, a fim de minimizar a exposição aos riscos. Entrar nas baixas, e girar para diminuir os custos. Vender no alto, e zerar sempre que o lucro for satisfatório, pelos mesmos motivos.

Contudo, mesmo sem ver sinais próximos de inversão definitiva da tendência - as bolsas podem até permanecer em queda - sempre haverá distorções. Por exemplo: quem ainda guarda cotas do FGTS-Petrobras deve estar desanimado com o drawdown... quantas vezes pensou em migrar suas aplicações para os convencionais 3% ao ano + TR (a metade do rendimento da poupança)? Neste caso, agora, talvez, não seja mais a melhor hora para jogar a toalha e desistir...

Enfim, mesmo que os índices se mantenham caindo - ainda estamos longe do fundo no auge da crise - abaixo de 7.000 pontos no DJIA, e para o Ibovespa falta muito para os 30 mil - existem papeis cotados por menos de seus VPAs. Entre parêntesis, o Valor Patrimonial por Ação: PETR4 (24,78), USIM5 (17,65), HYPE3 (10,82), GFSA3 (8,73)... só para citar alguns.

Sem me referir ao fatídico "preço-médio", para quem tem o perfil de holder, e acredita no longo prazo, caso tenha realizado lucro mais no alto, pode ser uma boa oportunidade para começar a remontar a carteira. Com objetivo de retorno a perder de vista... se até lá ainda estivermos vivos.

Saúde!!!


5.10.11

Petróleo e os royalties


Essa briga vai ser dura... em disputa os royalties de um petróleo que ainda nem foi extraído. É muito interesse em jogo, e os estados (e municípios) produtores devem perder, sendo obrigados a dividir suas receitas com o restante do Brasil, atendendo a vontade dos deputados que querem mostrar serviço para suas bases eleitorais - e de um governo fisiologista que faz de tudo para se manter no poder. Sempre entendi que um "acordo" é bom quando beneficia os dois lados. Nesse caso, o Rio de Janeiro não tem como sair ganhando, pois, na melhor das hipóteses (improvável, quase impossível) ficaria como está.

É tudo jogo de cena... o fato é que o mundo se encaminha (?) para um longo período de recessão global. E se a tendência de desemprego continuar, os povos vão deixar de consumir, e comércio não terá para quem vender. Some a isto, no Brasil, o sucateamento dos parques industriais, penalizados com o câmbio desfavorável e a concorrência dos produtos importados. Sem falar que o governo insiste nessa aposta do petróleo, enquanto o planeta busca outras fontes de energia para tornar a matriz sustentável. Difícil equacionar tudo.

Enquanto isso, as ações da Petrobras continuam desvalorizadas. Quem se importa? Depois da oferta pública, os que receberam dinheiro dos investidores já fizeram bom (?) uso deste capital. Agora não adianta chorar o óleo derramado!

Esse é o país da Partilha! O "Partido da Quadrilha". Deadline coming!

28.9.11

Mais tesoura nos Juros

A decisão é política, certos de que as metas não serão cumpridas, vão cortar a taxa na marra, e os maiores juros reais do planeta tendem a diminuir. Mais incentivo para a população de baixa renda, os que compram a prazo, o crédito duvidoso, pouco importa se isso vier a gerar inadimplência... em compensação, o custo do carregamento da dívida pública será menor.

E assim, o rendimento das aplicações financeiras vai minguar... será que a caderneta de poupança se salva? A palavra é de prata, e a atitude vale ouro!

Há pouco tempo atrás o país comprava dolares, pois o real sobrevalorizado era danoso aos exportadores. Depois de uma repentina subida da moeda americana (na hora do aperto os investidores correm para onde?), o BC, prontamente, entra comprando para segurar as cotações. Esse é o câmbio flutuante do partido. E o povo bóia...

O governo está pouco ligando para o mercado, se as bolsas vão cair mais, essa crise é problema dos estrangeiros, aqui vivemos no país da "marolinha", do crescimento (?) a qualquer preço... o que interessa é empurrar com a barriga até a próxima eleição - ou torcer para que a Copa do Mundo chegue logo, e a massa (pobre e ignorante) continue sem educação... muito menos entendendo de economia. Viva o carnaval, o futebol e as olimpíadas!

Inflação ou recessão? Não dá para imaginar tudo junto...

Dizem que Deus é brasileiro. Se ele tiver título de eleitor, que vote com fé... porque a esperança também está acabando.

20.9.11

Vivendo de bolsa

Tudo igual, nada bem. Juros caem, dolar sobe, e as bolsas continuam penando.

Mesmo em mercado que permite operar nas duas pontas fica difícil ganhar no meio deste turbilhão. A tendência da economia global é de se manter complicada por um bom tempo, mas sempre surgem notícias de ajudas financeiras, medidas e pacotes emergenciais na tentativa de estancar a sangria.

E ainda acharam que esta crise era uma marolinha... pode não ter sido um tsunami, rápido e devastador, mas parece uma pororoca - aquela onda longa, que vai destruindo tudo por onde passa, e demora para acabar.

No entanto, os grandes players precisam defender o dinheiro deles, o que faz o trabalho na venda não oferecer nenhuma expectativa matemática positiva de que o lucro virá. Com o tamanho do cacife que alavancam suas posições, podem inverter um movimento secundário ou terciário a qualquer instante. E tome margem para cobrir os rombos - principalmente se tratando dos derivativos em ações e produtos nos mercados futuros.

Enfim... essa história não acaba nunca. Até porque precisam disso para sobreviver.

Aliás, o que mais existe é gente que vive de quem "vive" de bolsa!

1.9.11

Copom corta juros

Muito bom o corte de meio ponto percentual na Selic promovido nesta última reunião do Comitê de Política Monetária, que terminou na quarta-feira. A taxa básica voltou a ser 12% aa.

Melhor ainda teria sido se esta decisão não fosse prioritariamente política, depois de forte pressão por parte do governo. Difícil crer que o mesmo aconteceria na gestão de Henrique Meirelles, enquanto presidente do BC.

Falta agora a turma do Planalto arrumar o barraco (ou palácio) e fazer o dever de casa, equacionando os gastos públicos, destinando mais verbas aos investimentos que o país tanto precisa para crescer. Torcemos para que essa não seja apenas uma medida isolada e paliativa - de cunho populista - e que a economia nacional volte a trilhar o rumo certo.

De qualquer forma, o mercado foi surpreendido com uma redução inesperada e considerável dos juros... o índice da Bovespa reagiu com boa alta no pregão seguinte, compensando a desvalorização na ordem de 4% no mês de agosto.

Como já foi comentado em algum post anterior, ainda existem muitas ações com preço negociado abaixo de seu valor patrimonial: PETR, USIM, GGBR, GFSA, TMAR, CPLE (apenas citando empresas com valor de mercado maior que R$ 1 Bi).




31.8.11

E o balão vai subindo

Pasmem! Ibovespa já bateu e passou para cima dos 56k... os índices da Europa também operam em alta, mas nos EUA as bolsas ficam perto da estabilidade (com a Nasdaq ainda no campo negativo).

Final de mês sempre ocorre uma movimentação maior por parte dos fundos, onde os gestores buscam recuperar a rentabilidade de seus produtos para fechar balanço, e não desagradar os clientes. Mesmo assim, dificilmente conseguirão eliminar as perdas do decorrer do período.

Quanto à inflação, o IGP-M que vinha em queda nos últimos 60 dias, voltou a subir (bem), na casa de 0,44% - grande parte desta alta é atribuída aos alimentos. E os juros continuam altos... muito complicado praticar uma política monetária equilibrada, quando o custeio da máquina, os gastos com pessoal e a previdência aumentam paulatinamente. Em contrapartida, os investimentos permanecem minguando.

Essa herança maldita do presidente anterior nos faz pagar caro pelo elevado nível de popularidade com que ele deixou o governo. Com todo esforço na faxina ética promovida atualmente, não há como desmantelar esse corporativismo no congresso. Cassar o mandato de corruptos(as) nem pensar... quase todos estão com o rabo preso.

Pergunta ao Obama como é administrar um país sem apoio dos parlamentares. Mas tudo tem seu preço...

Apostar no Brasil como "futura" potência, se nem ao menos conseguirmos a transparência e governança necessárias na gestão pública, acaba sendo uma tarefa inglória. Como o povo brasileiro não desiste nunca, resta torcer para os "nobres" deputados deixarem de usurpar o país. Cometer crimes antes do mandato pode!?!?


29.8.11

SPX Diário


Entrou volume no primeiro fundo e agora desenha um segundo... 1.100 fazendo suporte, os indicadores reagiram, mas não dá para afirmar que parou por aí. Ainda tem resistência pela frente, e as mínimas de 2009 estão muito abaixo.

24.8.11

Pouso duro ou arremetida



Faz pouco tempo e questionavam se a economia americana seria capaz de fazer um "soft landing". Hoje o que se percebe é que o pouso deste avião ficou mais complicado, e para evitar o crash, o melhor seria promover uma manobra evasiva, do tipo "Go Around"!



Na Europa, os países mais prejudicados pela crise - ou má gestão? - foram justamente (e por coincidência) aqueles que adotaram regimes socialistas. Grécia, Portugal e Espanha são exemplos de que a política de "distribuição" da renda não pode ficar restrita aos governantes e seus apadrinhados.

É muito triste observar a síndrome depressiva se espelhar nos olhos de desempregados, cidadãos que foram alijados do mercado, sem meios de prover o seu sustento e da família.

Depois da Standard&Poor´s rebaixar os EUA, agora é a Moody´s que se manifesta sobre a dívida soberana do Japão. E isto não vai parar enquanto as contas públicas não forem equacionadas. Os gastos aumentam, emitem mais títulos, e cortam investimentos.

Assim, o mundo não pode voltar ao ciclo de crescimento, onde a prosperidade era geral (???) na ala desenvolvida do planeta, mesmo embora isso se devesse em parte aos emergentes. A pergunta que permanece sem resposta é: quem paga a fatura?

Do Brasil ainda se espera um milagre. A nova presidente pegou um pepino em formato de abacaxi. Como o executivo depende do congresso para aprovar suas medidas, o canal de corrupção continua aberto, seja via compra de votos, benesses, e/ou distribuição de cargos por todos os escalões. Temos os juros mais altos do mundo, uma dívida interna impagável, e a constante ameaça de volta da inflação. Mas a preocupação do povo é saber quem matou o personagem da novela...

Bem, os EUA foram parar no Serasa, a Grécia deu calote, o Japão foi rebaixado, e até a Inglaterra está convivendo com arrastões... a conclusão é que se o nosso país ainda não conseguiu entrar para a elite, o primeiro mundo está ficando igual ao Brasil.

16.8.11

Se a palavra é de prata, a atitude vale ouro!


Reparem no gráfico do GOLD, desde que a sua cotação testava o nível de USD 1.000... isso foi no final de 2009. Em outubro deste mesmo ano eu fiz diversas postagens alertando para uma nova "corrida do ouro". (clique no link)

Então, mais do que as palavras escritas (ou proferidas) o que vale é a atitude. Quem investiu no metal precioso não tem do que reclamar... além de ser uma excelente reserva de valor para momentos de crise, ainda ofereceu uma considerável rentabilidade neste período. No gráfico, as linhas de tendência se inclinam para cima cada vez mais... onde isso vai parar?

Agora, depois de quase dobrar seu preço, as mazelas econômicas globais voltam a chamar atenção para o ouro (beirando 2 mil dolares). A questão é saber se dentro de um contexto onde a busca por segurança nos investimentos, e demanda por ativos reais, as commodities terão espaço para seguir crescendo.

Se a palavra é de prata, o silêncio não é de ouro. O que vale é a ATITUDE!



14.8.11

Tendências


No final do século XIX, Charles Henry Dow, entre outras coisas, formulou uma teoria que serve de base para a análise técnica até os tempos atuais.

Os mercados se movem em tendências de alta ou de baixa... quanto à sua duração, podem ser primárias, secundárias ou terciárias. A tendência é vigente até que seja substituída por outra oposta.


Enquanto não houver uma confirmação dos índices, graficamente, considera-se que a tendência antiga segue em vigor, apesar de eventuais sinalizações de mudança. Este princípio procura evitar a prematura troca de posição.

Além dos períodos em que os índices podem ficar congestionados, para que se configure uma reversão é preciso haver quebra na sequência de topos e fundos - mais altos ou baixos. É muito comum observarmos movimentos como repiques ou pequenas correções sem que isto acarrete necessariamente na mudança da tendência. E a variação do volume também deve ser considerada, assim como o timeframe das estratégias.

Tudo pode ser apenas teoria... mas na prática não é muito diferente.

Portanto, cuidado para não se precipitar nas conclusões.