
Estamos lá no Fórum Monitor


Mas o Ibovespa vai precisar da "ajuda" de Vale e Petro, que ,até o momento, estão "mal na fita", com perdas na ordem de -1,80%. Se não inverterem dificulta a evolução do índice - com o peso de 1/3 que representam na sua composição!
Quem está segurando as pontas por aqui, hoje, são os nossos sólidos bancos, do mesmo sistema financeiro internacional tão abalado com a crise que começou nos EUA. BBDC, ITAU e UBBR valorizam acima de 4%!
Com o real forte e apreciado, juros altos e um setor bancário bem estruturado, a entrada do dinheiro gringo fatalmente tende a ser por esta porta. Com as ações depreciadas fica até convidativo montar carteira, mas ainda não se sabe se este fundo na faixa dos 58k será de fato o derradeiro...
Sigo atualizando o mercado no Fórum Monitor Financeiro
Márcio,
Um abraço
E logo após as Olimpíadas...
Uma forte desaceleração da economia mundial tornou-se inevitável; há quem diga que o pior virá depois de agosto
OS CHINESES são muito supersticiosos. A abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim se dará num dia 8, número perfeito. De agosto, mês 8. De 2008. Pelo que sei, às 8 horas, 8 minutos e 8 segundos. Se depender da numerologia, dará tudo certo.
Não obstante tanta sorte encomendada, há uma dúvida crescente sobre o depois. "Após as Olimpíadas", me disse, compenetrado, o diretor de commodities da poderosa Bolsa Mercantil de Chicago, "tudo será diferente; é outra coisa". Mesmo? Uma sombra se espalha sobre o que pode ocorrer na China e na economia mundial.
As cotações da Bolsa de Xangai não respeitaram a Olimpíada: cravaram 50% de queda em relação ao pico do índice, ao final de 2007. E as Bolsas americana e européia fecharam o pior semestre em muitos anos. O resultado de ontem continuou muito ruim. Uma forte desaceleração da economia mundial tornou-se inevitável. O nome é conhecido: estagflação.
O cenário atual - "lúgubre", como diria conhecido economista - não estava nem nas piores expectativas de Alan Greenspan, quando usou a expressão "Nova Economia" para descrever a bonança que se desenhava até a virada do milênio.
Greenspan acreditou, ou disse aos outros que acreditava numa nova força estabilizadora dos ciclos econômicos, capaz de deter as caídas recessivas ou depressivas, com injeções cuidadosas de liquidez e juros bem baixos. O Fed usou essa "pedalada" de juros para esticar a fase eufórica da economia americana várias vezes em sua gestão à frente do Board (1987-2005).
Vozes críticas aos excessos de liquidez, como a de Paul Volcker, seu antecessor no Fed, foram caladas pela mídia, diante das definitivas explicações do mago Alan sobre como a vibrante economia mundial conseguira o "match" perfeito, entre americanos consumindo, guerreando e se endividando, enquanto asiáticos produziam as manufaturas e financiavam os "bonds" do Tesouro dos EUA. Como atores coadjuvantes, nações provedoras de commodities minerais e agrícolas - como o Brasil, a Austrália, o Canadá, a Argentina e a Rússia, além de países ricos em petróleo- entraram em cena produzindo mais e forrando-se de dólares em suas reservas. Mesmo o Brasil, secularmente desatento às oportunidades mundiais, foi literalmente "atropelado" pelo sucesso, a partir de 2003.
Sorte de Lula!
Só não combinaram com o sistema financeiro para moderar suas apostas no futuro. O lado cruel do ciclo econômico mostrou sua cara quando os compromissos dos americanos com o pagamento de imóveis financiados a perder de vista, com prestações reajustáveis pela inflação, passaram a explodir o orçamento do endividado cidadão. O recuo da construção civil nos EUA se generalizou em 2007 e os números do desemprego, agora, se espalham.
Como quase sempre ocorre na fase do ajuste, os custos de produção repicam para cima mas as receitas futuras das empresas encolherão. Com a rentabilidade esperada em baixa, tome desemprego...
Para fazer seu dever de casa, os bancos americanos e europeus precisam se recapitalizar, face às suas posições alavancadas e suas apostas temerárias. O Fed já gastou meio trilhão de dólares socorrendo o sistema bancário.
A onda inflacionária que bate na economia brasileira é só a parcela inicial da conta do ajuste mundial que o sucessor de Greenspan terá que manejar. Há quem diga que o pior, só depois de agosto.
Paulo Rabello de Castro
O super-boom dos anos 90-00 acabou. É difícil dizer se os próximos anos serão mais parecidos com os últimos 10, ou os 20 anteriores. Mas vale lembrar que a economia mundial e os países passam por fases de sucesso, estagnação e crise que podem ser longas. Se a crise financeira dos Estados Unidos e o processo inflacionário em curso refluírem nos próximos meses, é bem possível que o aperfeiçoamento do modelo atual nos faça voltar a um período de sucesso em mais um ou dois anos. Mas se houver um recrudescimento das crises, o prazo para lamber as feridas será longo, e há o risco das economias se voltarem para dentro outra vez para lidar com a ameaça externa do capital, dos bens e das pessoas importados.
Assim foi o lacônico comentário da minha amiga Patrícia, brilhante colaboradora do blog Seagull Trading, que resumiu de forma clara como poucos (prolixos e eloquentes analistas ?) seriam capazes.
Deixo aqui uma ressalva de quem sempre me posicionei como um investidor (ou trader) que simplesmente compartilha seus estudos. Procuro evitar passar a idéia de estar dando "recomendações", sugerindo posicionamentos e, muito menos, dando "dicas" sobre como investir seu capital. Considero-me o maior dos isentos e descompromissados entre os colaboradores da comunidade financeira. Há quem diga, inclusive, que eu fico em cima do muro. Temos que manter a responsabilidade sobre nossa conduta e cuidado com a capacidade de influenciar os mais desavisados.
Ora, para bom entendedor meias palavras bastam! Quem seria eu para tomar decisões pelos outros... no máximo, exponho minhas leituras do mercado, cada um que interprete e aja conforme sua natureza e perfil operacional. No curto, médio ou longo prazo, a renda variavel vai ser eternamente um investimento que embute riscos.
Desta forma, como sou um admirador de primeira hora da Patrícia, sempre me alongo nos comentários em followup às suas considerações. E penso assim: Do mesmo jeito que a bolsa subiu por muito tempo esta fase ruim também vai passar.
O que não surpreende é a posição de muitos "analistas", agora recomendando ficar fora do mercado e longe das ações: por que não disseram isso aos 74 mil pontos do IBOV, quando incentivavam investimentos em renda variável ante projeções da bolsa aos 100.000 pontos?
Pois é... o balão foi subindo... subindo... uma hora a "bucha" teria que apagar. E como o ar frio não dá sustentação... ela caiu!
Ainda bem que sempre trabalhamos o mercado dentro da realidade, com estratégias conservadores e limitando nosso risco. Entendeu a razão de recomendar (isto é uma boa dica) apenas 20% do freefloat em renda variável?
Uma perda de 15% no capital alocado em ações representa muito pouco ao patrimônio total... e sendo elas de primeira linha, para quem tem objetivos de longo parazo, dá para ficar tranquilo, esperando até uma oportunidade de aumentar os lotes a custos e cotações mais baixas - já que um dia tudo volta.
Pode demorar, mas, para quem espera viver muito, ainda vai poder colher bons frutos com estes ativos: PETR, VALE, GGBR, CSNA, BBDC, ITAU...
O ideal seria ter realizado todo o lucro, apropriando os ganhos para recompor a carteira mais embaixo... mas como não temos bolas de cristal: ações de boas empresas (pagadoras de dividendos), money management e controle de risco.
Com estas quedas tem muito papel ficando com dividend yield interessantíssimo!!! Isto paga quase o mesmo que uma renda fixa... mas as cotações em mercado continuam perdendo valor. A sabedoria diz que devemos esperar primeiro parar de cair para comprar mais. ;-)
Mas, depois da perda de diversos suportes no gráfico, estamos agora pelo patamar psicológico dos 60K... números redondos são sempre significativos. O índice indo a 59.900 é muito diferente de estar acima de 60.000... não foi por nada que os comerciantes e marqueteiros adotaram o preço de 1,99 para dinamizar suas vendas!!!
Abs ^v^
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O Ibovespa, principal índice, encerrou a sessão em queda de 3,61%, aos 61.106,2 pontos, a maior variação negativa desde a queda de 5,01% em 19 de março. O índice oscilou entre a mínima de 61.028 pontos (-3,74%) à máxima de 63.945 pontos (+0,87%). Em apenas dois pregões de julho, já acumula perdas de 6,02%. No ano, a queda é de 4,35%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 6,314 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou em queda de 1,47%, o S&P caiu 1,82% e o Nasdaq perdeu 2,32%. No início do dia, até parecia que o terror daria uma trégua aos mercados e as bolsas arriscaram operar em alta, ajudadas pelo anúncio do Deutsche Bank de que não precisará de novos aportes de capital para equilibrar sua posição financeira. Só que esse quadro logo mudou com os indicadores ruins e com as declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson. Em Londres, ele afirmou que os bancos precisam de dinheiro novo, o que serviu de contraponto ao anúncio do Deutsche.
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E assim vão se alternando... uma puxando pelas outras, que não podem ficar para trás! Turma solidária essa!
Não bastasse morarem nas encostas das ilhas, dominarem com maestria os ventos, beneficiando-se das correntes de ar, ainda se alimentam só de coisa boa: fresh sashimi!!! Aquele pescado maravilhoso recém tirado do mar.
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..........................^v^Quem lembra do texto no MF.net: A luta é diária e as chances de vencer as batalhas aumentam quando todas as forças se unem!!
Thats it ! Abs ^v^
Como falei, com relação ao STS o Ed Seykota foi uma inspiração, o Master Chief meu grande incentivador - pena que agora ele está enfiado em um banco, com certeza ganhando muito para si e seus patrões, e pouco pode participar dos fóruns com a carga de 13 horas de trabalho que me falou outro dia no MSN. De qualquer forma, volta e meia ele ainda me passa alguns artigos para eu editar no site.
Além destes dois, o Bancotario acrescentou muito conhecimento (pelo menos tentou, rs), no que diz respeito às projeções de fibo - assunto que ele é um verdadeiro mestre. A definiição dos alvos (e eventuais pontos de inflexão) agregaram muito valor aos resultados que tenho percebido. Talvez eu não faça (certamente não) exatamente como ele me ensinou - o problema é do mau aluno! Mas do jeito que eu entendi procuro aplicar à minha maneira. E é assim que todos devem fazer, seguir seus perfis, interpretações e modos de operar.
Um trading system é algo muito pessoal, e os traders que encontram um modelo robusto e lucrativo geralmente escondem suas técnicas. Aquilo que realmente tem valor não pode ser doado assim sob risco de perder sua efetividade.
Não pensem que o STS é imutável. Eu comecei compartilhando ele enquanto desenvolvia meus estudos e, de uma forma ou outra, fui ajustando e experimentando sua aplicação, colhendo os resultados e publicando no blog, inicialmente, o que venho dando continuidade aqui.
Neste momento, ainda tenho a "carcaça" original - que coloco nas postagens , com algumas adaptações (calibragem das médias, etc) mas como tudo muda, também tenho evoluído com ele em minhas necessidades e objetivos. A versão final - se é que haverá uma - eu preservo apenas para minhas operações ( na verdade, eu diria versão atual, o STS 2.0). Depois da 1.0 veio a 1.1, em seguida a 1.2, 1.2.1, e a 1.3, antes de passar para a 2.0.
As mudanças basicamente estão na periodicidade, escolha das médias e algum aperfeiçoamento nos inputs. Não posso, nem devo, sair abrindo assim suas particularidades impunemente enquanto estiverem nesta fase experimental. Mas adianto que contempla algumas diferenças significativas no que tange às tomadas de decisão: money management, position sizing e risk control.
O modelo que eu continuo fazendo acompanhamento aqui no fórum tem um cunho didático, com a finalidade de mostrar que cada um pode criar seu próprio sistema. Depois de encontrá-lo, que guarde para si, use em suas operações, e precisando de um suporte estamos aqui para ajudar e orientar na maximização de seus resultados.
Deixo aqui a foto das 1315, indicando onde foi o ponto de venda - candle das 11hs, aos 62.050. A perda da média verde (divisor de tendência) pode confirmar ainda mais a "virada do mercado". Ela semre impõe algum suporte (ou resistência) aos movimentos, mas desta vez o INDFUT está passando direto por ela. Conservativamente, convém deixar um stop em 61.400 para não devolver os ganhos e evitar um "violino" - do qual nunca estaremos livres.
Mas, até o momento, o STS segue vendido.
Abs ^v^