Plus500

17.8.10

Crescimento, produção e petróleo


Os EUA se preparam para aceitar um ritmo de crescimento menor, mas como os números divulgados da produção industrial (1%) foi o dobro do previsto, os mercados ganharam folego.
Aqui a Petrobras anunciou sua capitalização no valor de 150 bilhões de reais para 2 dias antes da eleição, no dia 30 de setembro... mas as regras continuam não muito claras. Afirmam que estes recursos serão utilizados para reduzir o endividamento da empresa e investir.



4 comentários:

almocopublico disse...

Privatizar a Petrobrás é a única coisa sensata a ser feita - e que nenhum político vai fazer por causa da maldita cultura estatizante desse país. É uma loucura. Políticos são vistos como corruptos e interesseiros. Os serviços públicos são terríveis, ineficientes e prestados por servidores que têm a imagem de preguiçosos e incompetentes. E mesmo assim, até as pessoas mais esclarecidas do país, irrefletidamente, acham que a melhor coisa do mundo é deixar a cargo do governo a gestão das nossas empresas mais importantes!

Talvez por isso uma empresa como a OGX (do Eike Batista) que tem mais promessas do que petróleo, que nunca pagou um centavo de dividendo aos acionistas, esteja em alta de 15% neste ano e rompendo novas máximas. Enquanto a Petrobrás, uma das maiores empresas do mundo no setor, com mais de 380 bilhões de reais em ativos, com pagamento constante de gordos dividendos, já tenha desabado mais de 23% em 2010. O mercado está dizendo: "uma promessa confiável é melhor do que uma realidade em putrefação".


"Há cerca de um mês, Fernando Collor desembarcou no Rio de Janeiro com o usineiro João Lyrca a tiracolo para uma missão muito especial. Dirigiu-se à sede da Petrobras Distribuidora e exigiu - repita-se, exigiu - que a diretoria da estatal assinasse um contrato de 20 anos para a compra de etanol das usinas Lyra. Alguém aí acha que Collor foi posto para fora? Nada disso. Não conseguiu um contrato de duas décadas, mas arranjou um de quatro anos, de cerca de 200 milhões de reais. As encrencas que levaram Collor a ser apeado da Presidência dezoito anos atrás começaram na Petrobras. Àquela altura, seu intermediário na estatal era o notório PC Farias. Agora, Collor age no sistema Petrobas sem intermediários" VEJA Edição 2177 de 11/08/2010



"A P-35 é um colosso. Tem capacidade para produzir 100.000 barris por dia e está localizada em pleno campo de Marlim, na Bacia de Campos - uma reserva de 14 bilhões de barris de óleo e gás. Deveria, portanto, ser cuidada como uma jóia da coroa. Mas não é o que parece achar a Petrobras, que na semana passada teve a operação de outra plataforma, a P-33, suspensa pela ANP. A P-35 foi projetada para utilizar quatro turbinas na geração de energia. São turbinas que, no fim das contas fazem a plataforma funcionar. Aí começam os problemas: apenas três turbinas se encontram a bordo. Dessas três, duas estão com prazo de revisão vencido. Todos os sistemas operacionais de produção e segurança da P-35, obviamente, dependem da energia gerada por essas turbinas" VEJA Edição 2178 de 18/08/2010

almocopublico disse...

O fato de existirem empresas estatais em quase todos os países não é prova de que isso seja algo bom. Também existe corrupção nos governos de todos os países :)

Lááá na introdução à economia nós já aprendemos como e porque a iniciativa privada é sempre mais eficiente do que o governo em seus empreendimentos. Isso não quer dizer que eu seja contrário à existência de empresas públicas ou sociedades de economia mista. Nem sempre a eficiência é o maior interesse, há outros interesses sociais que se sobrepõem à necessidade de eficiência na gestão de uma empresa. É por isso que eu não acho que a ECT deveria ser privatizada (apesar de que não deveria ter monopólio). Não acho que a CEF deveria ser privatizada... Essas empresas seriam mais bem geridas pelo capital privado, seriam mais eficientes e lucrativas - só que nesse caso o interesse social vai além disso. Veja que até mesmo o banco do brasil é uma sociedade de economia mista que está sendo razoavelmente bem gerida, está dando lucros e é utilizado com fins sociais. Não precisa ser privatizado. Eu nao escrevi contra a existencia de Government owned corporations, escrevi a favor da privatização da Petrobrás. O problema é sim a questão de a Petrobrás ser estatal. Uma empresa que está cada vez mais endividada, que está sendo mal gerida e que é um antro de corrupção política. E uma empresa fundamental para o país! Não vejo justificativa para a presença do governo na Petrobrás. Se o argumento for de que a sociedade deveria, através do estado, usufruir dos lucros obtidos pela empresa então para que o governo precisa ter maioria de ações com direito a voto? Por que o governo deve indicar os ocupantes de cargos la dentro? Que tenha ações preferenciais, sem direito a voto. Já está bom demais. Até porque o governo já cobra tributos da empresa (altissimos!) e portanto já tem seu quinhão dos lucros. Então que deixe haver livre concorrência nesse mercado e que use a ANP para fomentar a concorrência e evitar distorções.

Seagull disse...

Muito bons seu comentários!

Agradeço pela participação.

Abs ^v^

Seagull disse...

Almoço Público,

Seus comentários têm muita propriedade!

Agradeço pela participação. Apareça mais!

Abs ^v^