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13.8.12

Reflexões Olímpicas


Com a belíssima festa de encerramento dos jogos de Londres, a responsabilidade de organizar uma olimpíada passou a ser do Brasil. Sim, porque apesar da cidade do Rio de Janeiro ter sido escolhida como sede, o nosso desafio é muito maior - a nível nacional.



Uma competição deste tamanho, contando com milhares de atletas, vindos de centenas de países, disputando diversas modalidades, não é apenas um espetáculo esportivo. Atraindo a atenção da mídia mundial, este evento entrelaça (e une) diversas culturas, aspectos econômicos e políticos - todos têm influência direta nos resultados de cada delegação.

Há bem pouco tempo eu estive na Grécia, sede dos primeiros jogos da era moderna, assim como foi também o "berço" das competições, no ano de 776 a.C. O sítio arqueológico de Olympia é hoje um campo remoto, com algumas pedras em ruínas a céu aberto, na região de Ilia. Assim como a Acrópole, em manutenção que nunca acaba, teve muitas de suas esculturas milenares levadas (apropriadas?) pelos ingleses para serem exibidas nos museus londrinos...


Oito anos após as últimas Olimpíadas em Atenas, o legado para a população não foi dos melhores. Apesar de toda tradição, os concorrentes gregos não transformaram em medalhas o esforço por receberem os jogos de 2004. Em terras britânicas foram apenas 2 medalhas de bronze, deixando o país na 75ª posição - ao lado de Moldávia, Qatar e Singapura.

A capital expõe uma crise econômica, política e de identidade... afinal o povo grego é o mesmo que constituiu uma das civilizações mais antigas, ricas e cultas da história, ou passou a ser apenas outro membro da comunidade européia capitaneada pela Alemanha? Passando pelo bairro de Monastiraki (o maior mercado da cidade, foto abaixo), percebi como as pessoas locais estão vivendo em dificuldades. Terá sido herança do "custo" de promover um evento desta grandeza? Sem condições para isso, e com as divergências políticas internas e externas, criaram um endividamento - e manipulações contábeis - de improvável solução.


Mas o Reino Unido deu um show... que, aliás, é sua especialidade. No ano de comemoração do jubileu de diamante da Rainha Elizabeth, as festas começaram mais cedo. A preparação de seus atletas se iniciou assim que a cidade de Londres foi escolhida como sede, há 7 anos atrás. E foram investidas muitas libras esterlinas, oriundas também de um fundo com recursos captados através da loteria britânica. Tudo isso ficou espelhado no quadro de classificação: terceiro lugar geral, atrás apenas dos EUA e China, um feito em tanto, com a conquista de 29 medalhas de ouro, somando 65 no total.

E o que fez o Brasil? Bateu seu recorde de medalhas, mas não tem grandes motivos para se orgulhar... foram apenas 3 "subidas" no lugar mais alto do pódio, com uma jovem judoca do Piauí, um ginasta nas argolas, e a seleção feminina de volei - bicampeã olímpica, liderada pelo fantástico, competente e sereno técnico, José Roberto Guimarães. As meninas souberam vencer as adversidades, e, com toda justiça, comemoraram de forma esfuziante!


Fora isso, vale louvar as "pratas" conquistadas por Thiago Pereira na natação e Esquiva Falcão no boxe... o volei masculino, na quadra e de praia, perdeu nas finais, e o time de futebol do Mané Menezes não merece comentários! Salvam-se ainda mais 3 bronzes no judô, os terceiros lugares dos boxers (com Adriana e Yamaguchi), o recorde de Robert Scheidt - maior medalhista brasileiro, o prêmio de "consolação" do Cesar Cielo, a dupla feminina no volei de areia... e a brilhante conquista da medalha na última prova de Pentatlo moderno entre as mulheres. Yane Marques veio de Afogados da Ingazeira, longínqua cidade com 34 mil habitantes, do interior de Pernambuco, para honrar sua camisa e fechar a participação brasileira momentos antes do fim da festa!

A bola já foi passada para o Rio... do "imperfeito" prefeito Paes, do (des)governador Cabral, da presidenta Dilma, dos congressistas fisiológicos, dos réus do mensalão, e da mais alta corte do país: o Supremo Tribunal Federal, onde o povo deposita todas as suas maiores esperanças de vencermos uma "disputa" que somos incontestavelmente líderes mundiais... contra a corrupção e impunidade. Chega de roubos e falcatruas, de uso político das empresas estatais, de prejuízos por culpa de terceiros (ainda a marolinha???), de malversação de verbas, gestões temerárias, tudo quase sempre coadunado pelo Poder.


O poder é da população! E a maior arma do cidadão é o VOTO. Que se elejam dignos representantes, para exigir deles uma melhor qualidade de vida, menos impostos - e que estes se revertam para o bem comum, chega de apadrinhamento com bolsas oportunistas, menos esmolas e mais escolas, cotas universitárias por competência - não por raça, credo, e/ou, simplesmente, condições sociais questionáveis - que o país evolua e se desenvolva com todo potencial natural, energético, e fibra de seus habitantes... que isso tudo se traduza em mais transparência na administração pública, serviços básicos, estrutura, seriedade, bons princípios, e tragam como consequência uma equipe olímpica mais forte para 2016.

Nossa nação ainda está amadurecendo, que trilhe pelo caminho da prosperidade e atinja o sucesso que tanto promete ao longo de sua breve história. Fico na torcida para que este empenho não se transforme mais um sonho frustrado, como muitos outros que se perderam no desperdício e falta de convicção... a hora é essa!!!

E a bolsa vai voltar, continua subindo? Tomara que sim... até quando? O que importa é que a crise econômica mundial seja resolvida, diminua a escalada do desemprego global, e as relações comerciais entre os países retomem um ritmo de crescimento razoável, de forma a reduzir as desigualdades no planeta.




Um comentário:

Felipe Junior disse...

Pow,muito bacana esse blog,parabens em,passaram 2 pessoas la no meu e falaram do seu,aprovadissimo 100% ai da gosto de ver blogs recomendandos,me recomendaram esse www.rastreamentodecelular.net ,parece que é de software de celular pra rastrear e eu tava precisando,sera que é bom?Abraços,fui,BLOG PERFEITO!!