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31.7.14

Está melhorando... para quem?

Situação do (e para o) mercado brasileiro vai ficando mais complicada.

Difícil saber por onde começar. Pelo princípio! O Brasil foi realmente vítima de nossa imaturidade política, que passou por vários presidentes até a tomada militar nos anos 60. Ressabiado pela ditadura, e convivendo com a escalada da inflação, depois de algumas tentativas frustradas, o Plano Real veio trazer estabilidade para nossa moeda e economia. Mas o trauma - e desejo revanchista - era grande, a ponto de sacrificar todas as conquistas obtidas ao longo de 20 anos! O atual governo ainda teve o privilégio de experimentar um período de farta prosperidade global, de enorme expansão da economia, e não crescemos o quanto poderíamos por excesso de confiança em nosso potencial, que foi se deteriorando com a queda no preço das commodities.

Veio a crise, todos buscando fazer seu dever de casa, tomando medidas responsáveis para atenuar os efeitos de uma redução de ritmo, e o Brasil populista, arrogante e se ufanando, abriu a bolsa de benesses... inchou seu quadro, aparelhou estatais, comprou o legislativo, e dominou o judiciário para se perpetuar no poder. Gastou nossas reservas, endividou-se, e ao consumidor, oferendo crédito fácil e prazos a perder de vista. Acabou! Além da renúncia fiscal, abdicando de muitos impostos, gerou outros tributos indiretos, aumentando a carga sobre a população. Com o descontrole da inflação, aumento dos juros, escalada da inadimplência, o ciclo viciado (e vicioso) está voltando.

E no cenário externo, guerras, disputas político-religiosas, financeiras, um mundo sem dono, enquanto os próprios se apropriam das riquezas e aumentam cada vez mais o seu poderio. Palestinos e israelenses, russos e ucranianos, tribos de etnias africanas, e no Brasil, um conflito social, são 50 mil mortes por ano, vítimas de assassinatos, uso de armas pesadas, enquanto os cidadãos de bem foram todos desarmados...

A Europa, capitaneada pela Alemanha, e os Estados Unidos buscam retomar o trilho do desenvolvimento, nosso país vai minguando no plano internacional, um anão diplomático, paralítico nas relações exteriores, míope, defasado, andando na contramão do mundo, inebriado por essa lenda bolivariana que devasta as Américas.

Tiraram o Paraguai do Mercosul para criarem a Unasul, alinhada com Cuba, Coreia do Norte, Irã, Síria, e tudo que há de pior em termos de terrorismo e violação dos direitos humanos... não daqueles pivetes assassinos, que matam e são tratados como coitados. Pobre Argentina, vendeu sua alma ao diabo e agora ameaça dar outro calote, desta vez nos fundos abutres, que merecem o nome e a volta que estão prestes a tomar!

Enfim, refugiados haitianos, médicos (e/ou guerrilheiros) cubanos, política venezuelana, estamos "importando" o que há de pior, e exportando uma imagem mais negativa ainda. Aqui dentro, nunca se sabe, as pesquisas de intenção de voto mostram uma forte tendência de queda na popularidade da presidente, que parece perder o rumo da reeleição. Tomara! O comportamento das ações em bolsa (principalmente das estatais), assim como a reação do câmbio, são indícios de que o país precisa de mais liberdade, na imprensa inclusive, para voltar a atrair a atenção dos investidores sérios. Chega de especulação e saques ao nosso patrimônio, mais controle do dinheiro público, e responsabilidade para quem pratica atos ilegais, temerários ou negligentes na gestão de nossa economia.

E não compre qualquer relatório, veja antes os interesses ocultos (ou explícitos) de quem faz as análises. "O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso." Ariano Suassuna

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