Acertar ou errar palpites em um blog ou fórum da internet não representa muito se isto não vier acompanhado de ações. Compra, ou venda de ações... depois de realizar o lucro do que se carrega em carteira. Operar short no índice, lançar opções, ou, ao menos, montar travas. O que um investidor mais tradicional, useiro do buy and hold, faz em uma situação de correção (ajuste, alívio, embolso de lucros, etc...)? Fica como mero espectador, observando o mercado cair, suas cotações se depreciarem, torcendo para o fundo chegar logo, apenas esperando cair para comprar mais?
Manter estado de alerta é sempre bom mesmo, melhor ainda quando se está capitalizado e preparado para ganhar tb durante uma queda. E historicamente os lucros na venda costumam vir bem mais rápido do que nas altas. Sobe de escada e desce de elevador (quando não pula pela janela para fugir do incêndio).
Enfim... cansei de dizer que, nos melhores momentos de baixa, quando a bolsa fica de fato "barata", eu aumento minha exposição em ações, para ter, no limite, quase 40% do patrimônio total aplicado em bolsa. Quando eu digo que minha posição está reduzida, isto nem de longe significa que estou fora. Pode ser pouco para uns, mas para muitos talvez seja dinheiro demais...
Ao longo deste período, entre os papéis que carreguei, as entradas e saídas, somadas ao giro curto nos derivativos, certamente o valor financeiro foi bem maior do que todo o capital de muito especulador que se diz tarimbado. Tudo é uma questão de referencial...
Não tenho a menor dúvida de que quem precisa lidar diariamente com passivos (não é o nosso caso), daria tudo para ter de volta seu patrimônio, trocar os altos juros pagos no cheque especial, as faturas parceladas do cartão de crédito, possuir o mínimo que fosse de dinheiro na conta para entrar em uma dessas oportunidades - mesmo que seja nos micos (?), como foi em AGEN, tem sido com MILK, ou foi hoje em KEPL, por exemplo - e o suficiente para honrar suas despesas. Imagina, então, como os juros do CDI são altos quando a bolsa desce - ou se o sujeito está quebrado!
Se houver margens para cobertura, limites operacionais, crédito na corretora, saldo positivo em conta corrente, preparo, conhecimento, e as ferramentas disponíveis para operar em qualquer trend, qual o problema em não estar full time e all-in comprado em ações? Deixar de lucrar mais é diferente de não ganhar nada, é melhor do que perder muito, do que devolver um pouco dos lucros ao mercado, ou ver a "banda" passar sem ter condições de arriscar um tirinho. Cada um faz as suas escolhas, e a pior de todas é não ter opção.
Eu fiz as minhas: apropriar meus lucros sempre que posso, ganhar menos do que poderia, mais do que eu preciso, e ver meu patrimônio crescer devagarinho, aos poucos, sem olho grande, com toda proteção e segurança, por minha única e exclusiva decisão, pela qual assumo inteira responsabilidade.
Quer ficar bilionário da noite para o dia? O risco de quebrar será na mesma proporção. Em bolsa de valores ou qualquer outro empreendimento (quem garante que vai dar certo, existe competência e expertise para tal?). Eu ainda prefiro remunerar apenas parte do meu capital em renda variável, manter baixa exposição, pensar muito no hoje, e menos para o longo prazo (afinal, de que adianta planejar o futuro, se ele depende do presente e deixamos de cuidar do momento agora?).
Se a partir da semana que vem o mercado cair, isto não vai me pegar de surpresa. Caso continue subindo também não fará grande diferença. Em um caso ou outro eu estarei dentro... dentro das minhas possibilidades, desenvolvendo as estratégias habituais, fazendo uma gestão responsável, e certo de que o meu patrimônio estará sob controle, crescendo aos poucos e consistentemente.
Com isso tudo eu nem preciso afirmar que estou me divertindo. Ganhar ou perder faz parte, assim como pagar um (ou mais) stop(s), tomar varada(s) de violinos, desde que o saldo final permaneça sempre positivo. Desta forma eu garanto que terei vida longa na bolsa (real money), vou continuar feliz e dormindo tranquilo, sem dever nada a ninguém.
Abraços
Se preferir sair apostando na frente...
Nas manchetes da hora o que mais se destaca nas falas dos políticos são as palavras "crise" e "recuperação"... já quanto aos números da economia... a preocupação é com retração na indústria e índices inflacionários.
Lula elogia, em discurso, desempenho do País na crise
Meirelles destaca que País sai forte da crise
Mantega: recuperação se deve à volta da confiança
Crise faz indústria ter em 2009 maior retração desde 1990
FGV: IPC-S sobe em 6 das 7 capitais
Mas fica difícil acreditar em uma mudança na condução da política monetária em ano eleitoral. Ainda mais com a saída do Meirelles, e a turma desenvolvimentista do PT assumindo o BC, fica improvável subirem os juros nas próximas reuniões do Copom, durante esta reta final de campanha. Se a coisa desandar, que o pepino fique para o próximo presidente (e tudo indica que será de outro partido). Fora a ameaça eleitoral de suspenderem o Bolsa Família...
Enfim, são apenas notícias, boas ou más, para quem só olha gráficos, isso pouco importa.
Abs ^v^