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11.7.07

Bernanke falou

Ancorar projeção de inflação reduz oscilações

(Reuters) - A oscilação dos voláteis preços de energia e alimentos terá pouco impacto sobre a inflação se as expectativas para os índices de preços se mantiverem firmes, afirmou nesta terça-feira o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke.

"Se as expectativas de inflação estiverem bem ancoradas, as mudanças nos preços de energia (e alimentos) terão relativamente pouca influência sobre o núcleo da inflação, isto é, a inflação sem os preços de energia e alimentos", disse Bernanke em texto preparado para discurso à Agência Nacional de Pesquisa Econômica, em Cambridge.

Alguns analistas têm dito que os responsáveis pela política monetária precisam prestar mais atenção aos índices cheios de inflação, que incluem os preços de energia e alimentos, dada a persistência da alta nesses setores recentemente.

Mas Bernanke endossou a antiga prática do Fed de se concentrar no núcleo dos preços para definir a política monetária. "A inflação reage menos do que antes às mudanças nos preços do petróleo e outros choques de matéria-prima", disse.

Ao mesmo tempo, Bernanke afirmou que o Fed, quando projeta a inflação, precisa reconhecer qualquer efeito possível dos aumentos em energia e alimentos sobre outros setores. "As previsões sobre o núcleo da inflação precisam levar em conta a extensão dos custos de energia e alimentos sobre outros preços", acrescentou.

2 comentários:

lauro bonfim disse...

Os EUA se acham mesmo os donos do mundo. Agora querem obrigar a Petrobras a sair do Ira, ou obrigar os fundos americanos a venderem sua posições em ações da empresa.

Dentro de alguns meses, cinco dos maiores fundos de pensão dos Estados Unidos terão que se desfazer de um bloco significativo de ações da Petrobras se a empresa continuar fazendo negócios com o Irã, ignorando as pressões que ela e outras companhias estrangeiras vêm sofrendo para se afastar do lugar.

Responsáveis pelo pagamento de aposentadorias a milhares de funcionários públicos do Estado da Flórida, esses fundos tinham o equivalente a US$ 113 milhões em papéis da Petrobras na sua carteira no fim de maio, dinheiro suficiente para colocá-los entre os maiores acionistas da empresa no mercado americano...

Uma lei sancionada há algumas semanas obriga os fundos administrados pelo Estado da Flórida a fazer a mesma coisa com qualquer empresa que tenha investimentos no Irã. Pode ser apenas o começo. Propostas semelhantes estão em discussão atualmente no Congresso e em uma dúzia de outros Estados.

No Congresso, um projeto em tramitação obriga o governo americano a publicar periodicamente listas com as empresas que tiverem investimentos superiores a US$ 20 milhões no Irã. Outra ameaça é estender a subsidiárias de companhias estrangeiras as penalidades que hoje são aplicadas apenas contra empresas americanas, proibidas por lei de fazer negócios no Irã.

A aprovação de uma medida como essa teria conseqüências sérias para a Petrobras nos EUA. Ela ficaria impedida de obter financiamento no mercado americano e não poderia mais receber concessões do governo federal, como as áreas que explora no Golfo do México. Mas pessoas que acompanham essa discussão acham muito improvável que o Congresso vá tão longe.

DrFox disse...

Excelentes considerações Lauro.

Agora o Bernanke é no mínimo hilário:

"Se as expectativas de inflação estiverem bem ancoradas, as mudanças nos preços de energia (e alimentos) terão relativamente pouca influência sobre o núcleo da inflação, isto é, a inflação sem os preços de energia e alimentos"

Ou seja, o núcleo da inflação não inclui energia e alimentos e ele está dizendo que uma alta em energia e alimentos não influenciará o núcleo da inflação.

Putz, ou esse cara é um gênio ou eu é que fiquei burro.

Vamos subir pra cima e descer pra baixo! :)